Eleições 2014

De olho em 2014: Começa a corrida pela sucessão nos estados

De olho em 2014: Começa a corrida pela sucessão nos estados. No Ceará, a briga é para suceder Cid Gomes. Foto: Sobral de Prima

Em pelo menos 10 estados brasileiros, haverá renovação dos governadores nas eleições do ano que vem. Nessas unidades da federação, os atuais chefes do Executivo não poderão concorrer à reeleição, porque já completaram o segundo mandato ou porque assumiram no início de 2010 para os titulares concorrerem a outros cargos.

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As mudanças no panorama político dos estados onde não haverá reeleição devem ser expressivas. Os governadores impedidos de participar da disputa em 2014 já se preparam para tentar eleger sucessores e, assim, garantir a continuidade do grupo no poder.

Sob os holofotes ou secretamente nos bastidores, eles testam a popularidade de aliados e negociam cargos no governo para dar força aos afilhados. Em estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro, Maranhão, Ceará e Pernambuco, a oposição se prepara para enfrentar, além dos candidatos oficiais, o uso da máquina pública na tentativa de eleger os sucessores.

Ceará
No Ceará, o governador Cid Gomes não poderá concorrer a reeleição uma vez que já está no seu segundo mandato consecutivo. Nos bastidores, o secretário Especial dos Portos, Leônidas Cristino está costurando o caminho para ocupar o Palácio Abolição em 2014. Leônidas sucedeu Cid Gomes na prefeitura de Sobral e, no ano passado, intensificou a participação em eventos ao lado do atual governador.

Outro que sonha com a vaga de Cid Gomes é o senador Eunício Oliveira. O peemedebista ainda não fala abertamente sobre a candidatura, mas também não esconde que sonha em administrar o Ceará. O senador, que é presidente do PMDB, mantém a aliança estadual com Cid Gomes, que além de governador é presidente do PSB no Ceará, e tenta atrair o apoios para disputar o governo do Estado em 2014.

Alvo é a presidência
Em alguns estados onde não haverá reeleição, a definição do cenário político para 2014 depende de acertos mais precisos sobre a corrida presidencial. Em Minas Gerais e Pernambuco, por exemplo, o senador Aécio Neves e o governador Eduardo Campos (PSB) já buscam sedimentar o caminho para eleger os novos chefes do Executivo local sem desgrudar os olhos da movimentação em torno da sucessão da presidente Dilma Rousseff. Mas eles sabem que poderão ser obrigados a fazer concessões nos estados para conseguir alçar voos mais ousados rumo ao Planalto. No Rio de Janeiro e no Ceará, as disputas pelos governos estaduais também estão intrincadas com a briga pela sucessão de Dilma.

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Antecipação em dois anos no Rio
Se em Minas as discussões são veladas, no Rio de Janeiro o governador, Sérgio Cabral, resolveu antecipar em quase dois anos a eleição de 2014. No ano passado, ele já anunciou que vai apoiar a candidatura do vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, para a sua sucessão. A revelação veio logo após a vitória do prefeito Eduardo Paes, reeleito com folga no primeiro turno com apoio de Cabral. Aliado do grupo, o deputado federal Leonardo Picciani não acredita que a antecipação gerará desgaste.

“Houve essa necessidade porque o Pezão precisa se tornar mais conhecido da população. Ele já está vinculado aos programas positivos do governo Cabral, que é muito bem avaliado”, comenta o parlamentar. “Pezão é o grande gestor do governo e o Cabral designa o vice-governador para tarefas executivas importantes. Acho que o anúncio acabou antecipado até porque possíveis adversários fizeram essa escolha primeiro”, finaliza.

Com informações do Correio Braziliense


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