Em Brasília

Demissão de ministro preservou ‘harmonia entre poderes’, diz Cunha

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, durante sessão que ouviu o ministro da Educação, Cid Gomes.Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, durante sessão que ouviu o ministro da Educação, Cid Gomes.Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou na noite de terça-feira (18) que a demissão de Cid Gomes do Ministério da Educação era necessária para garantir a harmonia entre os poderes Executivo e Legislativo.

A demissão foi oficializada logo depois de o ministro participar de sessão na Câmara em que apelou aos deputados “oportunistas” para que “larguem o osso” e saiam do governo.

Dedo em riste
Cid também apontou o dedo para Cunha, da tribuna do plenário, dizendo que prefere ser acusado pelo peemedebista de ser “mal educado” a ser acusado de “achacar” empresas no esquema de corrupção da Petrobras.

“Ele mostrou total desrespeito a esta Casa e se mostrou desqualificado para o cargo. Acho que o governo agiu bem. No momento em que o ministro do Poder Executivo vem aqui para agredir o Legislativo, ele simplesmente não poderia ter outro destino que não fosse esse”, disse o presidente da Câmara.

Harmonia
Para o peemedebista, as “consequências” da permanência de Cid à frente da pasta da Educação seriam “desastrosas”. “Seria a perda da harmonia entre os poderes. Isso não pode acontecer do jeito que aconteceu”, completou.

Cid Gomes foi convocado pelos deputados devido a uma declaração de que a Câmara tem “uns 400 deputados, 300 deputados” que “achacam”, dada durante um evento do qual participou no último dia 27 na Universidade Federal do Pará.

Saiba mais:
Cid Gomes pede exoneração do Ministério da Educação
“Larguem o osso, saiam do governo”, diz Cid Gomes a “oportunistas” na Câmara
Correligionários de Cid Gomes são retirados do plenário da Câmara
Cid Gomes pede exoneração do Ministério da Educação

Demissão
No pronunciamento que fez na Câmara, Cid Gomes reafirmou o que disse, mas ressalvou que se tratava de uma posição “pessoal” e não de ministro de Estado, o que provocou protestos de deputados que exigiam que ele se retratasse ou fosse demitido. Depois de Gomes ter deixado o plenário da Câmara, Cunha anunciou a demissão do ministro, antes mesmo de ter sido oficializada. “Comunico à Casa o comunicado que recebi do chefe da Casa Civil [ministro Aloizio Mercadante] comunicando a demissão do ministro da Educação, Cid Gomes”, anunciou Cunha no plenário.

Com informações do G1


Curtir: