Denúncia

Deputado levanta suspeita sobre uso eleitoral do Fecop

O deputado estadual Roberto Mesquita (PV) denuncia que os recursos de do Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecop) estão sendo utilizados com fins eleitoreiros. O parlamentar usou a tribuna da Assembleia Legislativa, na sessão desta quinta-feira (14) para fazer um alerta.

Mesquita diz que a maior parte dos recursos investidos por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA) são destinados à projetos como a construção de cisternas e liberação de tratores. O parlamentar defende que estas ações são ineficazes para combater a pobreza, principal objetivo do projeto.

O deputado afirma que, somente em 2010, mais de R$ 104 milhões do Fecop foram destinados à SDA. “Por coincidência o titular da secretaria foi o deputado estadual mais votado nas últimas eleições”, argumentou mesquita ao levantar suspeitas sobre possíveis indícios de utilização do Fundo para fins eleitoreiros. Camilo Santana (PT), atual secretário das Cidades, foi titular da SDA de 2007 à 2010.

Para Mesquita, os recursos do Fundo não estão sendo utilizados com eficiência necessária. “Apesar de já ter arrecado R$ 1,3 bi desde que foi criado todos os estudos mostram que o Fecop em nada melhorou o índice de desenvolvimento dos municípios”, ressaltou o deputado.

O Fecop foi criado em 2003 através de mensagem do Executivo enviada à Assembleia pelo então Governador Lúcio Alcântara.

Líder do Governo Rebate
O líder do Governo na Assembleia, deputado Antonio Carlos (PT), rebateu as críticas de Mesquita e saiu em defesa do ex-titular da SDA, Camilo Santana (hoje, secretário das Cidades).

Antonio Carlos afirmou que conhece a história política do secretário e a forma ética e decente com que ele construiu sua trajetória, sendo possível afirmar que os recursos do Fecop não foram utilizados para fins de campanha.

“Não é uma crítica correta, nem pertinente, no sentido da justeza do bom debate. Camilo Santana efetuou um trabalho exemplar e as ações cobradas são realizadas cotidianamente pelo Governo do Estado”, defendeu.

Com informações do site da AL


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