Polêmica

Deputado propõe CPI para investigar suposta milícia na PM; Vereador chama Ciro à Câmara

Deputado propõe CPI para investigar suposta milícia na PM; Vereador chama Ciro à Câmara
Deputado propõe CPI para investigar suposta milícia na PM; Vereador chama Ciro à Câmara

O deputado Roberto Mesquita (PV) propôs criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a existência de uma suposta milícia na Polícia Militar. O grupo agiria alinhado com o narcotráfico, segundo denúncia feita pelo ex-deputado federal, Ciro Gomes (PSB), na última segunda-feira, dia 20.

Ciro, inclusive, afirmou que o vereador Capitão Wagner (PR) comandaria o esquema ilícito da corporação militar.

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CPI
O pedido de CPI foi anunciado nesta terça-feira, dia 21, durante pronunciamento na Assembleia Legislativa. Para formalizar o pedido de abertura da Comissão, o parlamentar ainda precisa coletar 14 assinaturas entre os deputados estaduais.

“Esta Casa Legislativa não pode ficar omissa a esta situação. Não podemos ver a polícia de um lado e o Estado do outro. Precisamos nos mobilizar e propor uma CPI da Polícia Militar”, disse o parlamentar, acrescentando que as recentes declarações de Ciro Gomes irão apavorar a população, segundo avalia.

Depoimentos
Mesquita destacou ainda que é preciso ouvir os entes da segurança pública, além do próprio ex-deputado Ciro Gomes, para esclarecer esta situação que “envergonha e coloca em cheque a Segurança Pública do Estado”.

Câmara Municipal
O assunto também repercutiu na Câmara Municipal de Fortaleza. O vereador Eulógio Neto (PSC) chegou a solicitar à Mesa Diretora da Casa que chame Ciro Gomes para dar esclarecimentos sobre a acusação contra Capitão Wagner.

Desagravo
Já o vereador João Alfredo (PSOL) avalia que a Câmara não pode ficar silente diante de denúncia tão grave. Ele cobra um desagravo público e avalia que a acusação atinge todo o Legislativo municipal.

“Ou o ex-deputado está certo e esta Câmara abriga um chefe de milícia ligada a narcotraficantes, e ai se for verdade a Câmara tem que tomar uma posição sobre isso, ou o ex-deputado falta com a verdade e comete injustiça, tendo que pedir desculpas e indenizar o vereador. Já à Câmara compete fazer desagravo público. Eu acredito no principio constitucional, na presunção de inocência. Mas sem dúvida essa acusação atinge toda a Câmara”, afirmou João Alfredo.


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