Em Brasília

Deputados cearenses se mobilizam em defesa da vaquejada

Genecias alega que a vaquejada já está inserida na cultura e tradição do Nordeste. Foto: Agência Câmara
Genecias alega que a vaquejada já está inserida na cultura e tradição do Nordeste. Foto: Agência Câmara

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de proibir a realização de vaquejadas tem provocado reações em todo País. No Ceará, parlamentares federais e estaduais têm se mobilizado para tentar resgatar a segurança jurídica e legal da atividade.

Algumas lideranças, inclusive, já confirmaram que acompanharão o protesto, nesta terça-feira, em Brasília, que pretende pressionar o Supremo a rever a proibição.

Economia
O deputado federal Genecias Noronha (SD) acompanhará o presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força, em uma reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ) para falar sobre a importância da atividade para o Nordeste. “A vaquejada faz parte da cultura cearense e de vários outros estados. Além de gerar mais meio milhão de empregos fomenta a economia local e fortalece os municípios que vivem disso. Eu respeito à decisão do STF, mas não vou me calar e permitir práticas que gerem desemprego”, frisou ele, afirmando que só no Nordeste a atividade gera 700 mil empregos.

Projeto
O senador Eunício Oliveira (PMDB), por sua vez, apresentou um projeto de lei que regulamenta em todo território nacional a vaquejada como prática esportiva. A proposta buscar formalizar a atividade como manifestação cultural assegurada pela Constituição, e elenca uma série de regras a serem cumpridas pelos organizadores e competidores. Além disso, a medida orienta que organizadores e equipe de apoio preservem os animais envolvidos no esporte de qualquer maltrato, vedando uso de acessórios que possam causar ferimentos, entre outras propostas. Atualmente, a propostas está em tramitação no Senado.

Comitiva
Na Assembleia Legislativa do Ceará, o tema tem sido abordado por diversos deputados que possuem base eleitoral no interior do Estado. O deputado Danniel Oliveira (PMDB), inclusive, participará da comitiva cearense, que se unirá a pessoas de outros estados, para pressionar o Supremo a rever a suspensão da vaquejada. Desde a decisão o STF no último dia 6 deste mês, os eventos estão suspensos pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri) – instituição que fiscaliza as vaquejadas.

400 vaqueiros
Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará, Flávio Saboya Neto, mais de 400 vaqueiros do Ceará participarão do evento. “Acredito numa reanálise da questão e no restabelecimento da vaquejada”, disse ele, classificando como “equivocada” a decisão do Supremo. “Ao suspender a vaquejada, com os argumentos de que a prática traria maus tratos e sofrimento aos animais, parece-nos imprescindível destacar que no passar dos anos, regras vêm sendo desenvolvidas, visando à proteção e bem estar do animal e a modernização da atividade”, pontuou.

E mais
Para Saboya, há um desconhecimento dos aspectos culturais, a tradição do povo nordestino e, especialmente, do sertanejo e que, em última análise foram os grandes responsáveis pelo desbravamento do nosso campo e pelo nascimento de vilas que se tornaram cidades. Além destes aspectos, segundo ele, há de se destacar o papel social da vaquejada que movimenta inúmeras categorias profissionais: vaqueiros, tratadores, casqueadores, fabricantes de arreio, motoristas, juízes, locutores, veterinários, dentre outros.

Com informações do OE


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