Câmara Municipal, Corrupção, Nacional
Atualizado em: 30/08/2011 - 12:56 pm

Manifestantes nas ruas de Brasília pedem cassação de Jaqueline Roriz (Foto: Agência Brasil)

Brasília amanheceu, nesta terça-feira (30), com várias faixas espalhadas pelos principais locais da cidade, pedindo a cassação da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF). Além disso, o asfalto foi pintado, no Eixão Norte, com frases que também pedem o desligamento da deputada.

O futuro de Jaqueline deverá ser definido na tarde desta terça (30) pelo plenário da Câmara dos Deputados. Os parlamentares vão votar o projeto de resolução que recomenda a cassação do mandato da deputada, por ela ter sido flagrada, em 2006, recebendo dinheiro do delator e operador do mensalão do Distrito Federal (DF), Durval Barbosa.

A votação
A previsão é que a votação do projeto de cassação comece por volta das 16 horas. Antes, o Colégio de Líderes (partidários) se reúne para definir se o tema será o primeiro item da pauta de votações, que também incluirá outros assuntos. Para o pedido de cassação de Jaqueline Roriz ser aprovado, são necessários, no mínimo, 257 votos favoráveis.

A votação ocorre no plenário e será secreta. Inicialmente, o relator do projeto que recomenda a cassação, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), lê o documento recomendando a punição da deputada. Em seguida, a defesa de Jaqueline Roriz, feita pelo advogado José Eduardo Alckmin, tem cerca de 25 minutos para contra-argumentar.

Deputada Jaqueline Roriz (PMN/DF)

Alegação da defesa
Após a defesa do advogado, Jaqueline Roriz deverá se manifestar. Pessoas próximas à deputada disseram que ela está tranquila e que preparou sozinha o discurso. Para a defesa de Jaqueline, ela não pode ser cassada, porque o ato – o flagrante em 2006 de ela recebendo dinheiro do delator e operador do mensalão do DF – ocorreu quando a deputada fazia campanha e ainda não exercia o mandato.

Quebra de decoro
Em junho deste ano, o Conselho de Ética da Câmara aprovou o relatório do deputado Carlos Sampaio pela cassação do mandato de Jaqueline Roriz, por quebra de decoro parlamentar. Ela anunciou que pretendia entrar com o recurso contra a decisão, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas desistiu.

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Com informações da Agência Brasil

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