Nacional
Atualizado em: 03/05/2011 - 2:15 pm

A movimentação política do final de semana continua rendendo frutos. Além das conversas de bastidores, os assuntos discutidos por lideranças políticas no último sábado (30) ainda estampam páginas de jornais e internet. É o caso da matéria publicada no Estadão.com nesta terça-feira (03).‘ “PSD é um balcão de negociação”, critica Tasso Jereissati’.

A reportagem assinada pela correspondente de O Estado de S.Paulo, aqui no Ceará, Carmem Pompeu, destaca que apesar de ter anunciado que se afastaria da política, o ex-senador tucano  Tasso Jereissati participou de convenção do partido e alfinetou adversários durante entrevista.

Acompanhe trechos da matéria:

O ex-senador Tasso Jereissati (PSDB) fez críticas pesadas ao novo partido político, o PSD, criado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

“Isso não é um partido, é um balcão de negociação. É o que está virando a política no Brasil e a gente fica triste por causa disso”, disse o tucano no sábado, durante convenção do partido em Fortaleza (CE) que elegeu o empresário Pedro Fiúza como presidente do diretório municipal da legenda.

Fusão
Tasso também comentou sobre a possibilidade de fusão entre os três partidos da oposição: PSDB, DEM e PPS. “Acho que é uma coisa que tem de ser analisada. Acho muito precipitado fazer isso nesse momento. Mas, provavelmente, é uma boa ideia que ela se realize.”

Responsabilidade
Logo após as eleições de 2010, nas quais não conseguiu a reeleição como senador, o tucano disse que se afastaria da política para “cuidar dos netos”. Apesar de reafirmar que não disputará nenhum cargo eletivo, ponderou que tem responsabilidade com o PSDB, com a juventude e com Fortaleza, que, segundo ele, vive um momento muito difícil.

Oposição
Tanto que defendeu a criação de uma oposição “forte e de qualidade” e não poupou críticas ao PT, partido que governa a capital cearense.

Delúbio
Tasso considera “um crime” o retorno de Delúbio Soares, ex-tesoureiro do partido, acusado de envolvimento no escândalo do mensalão.

“Um ladrão confesso do dinheiro público, É um crime. Um absurdo e um desrespeito ao povo brasileiro”, afirmou. “A volta dele é uma consagração do roubo e da corrupção. Um tapa na cara da nossa dignidade.”

Padrinho
E continuou: “A Presidência da República deve dar exemplo. No momento em que o partido da Presidência e a Presidência dão um exemplo desses, estão liberando para que todo mundo seja esperto e que se locuplete da maneira que quiser, desde que tenha um padrinho. Um homem, que deu esse show de corrupção para o Brasil inteiro e que manchou a história política do Brasil, não volta assim para um partido político sem ter um padrinho muito, muito forte”.

Luizianne e Cid
O ex-senador aproveitou para criticar a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), e o governador Cid Gomes (PSB), seu ex-aliado. Condenou o fato de as obras da Copa de 2014 se arrastarem e citou como exemplo a demora na reforma do aeroporto da capital cearense, construído no governo Fernando Henrique.

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