Ceará

Dilma avalia nesta sexta-feira novo ministro da Fazenda

Dilma avalia nesta sexta-feira novo ministro da Fazenda. Foto: Agência Brasil
Dilma avalia nesta sexta-feira novo ministro da Fazenda. Foto: Agência Brasil

A presidente Dilma Rousseff está reunida no Palácio do Alvorada com o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante para bater o martelo e decidir quem será seu próximo ministro da Fazenda.

Nomes
Depois de várias conversas, a escolha se afunilou em torno de dois nomes: o ex-secretário executivo do Ministério da Fazenda Nelson Barbosa e o ex-secretário do Tesouro Joaquim Levy. A decisão de Dilma deverá ser anunciada hoje no fim da tarde, logo depois que o mercado financeiro já estiver fechado.

Plano B
Na prática, Dilma está trabalhando agora com uma espécie de plano B para a Fazenda. Ela sabe que, com os problemas que a economia enfrentou no seu primeiro mandato, precisa fazer uma sinalização expressiva indicando que as coisas serão diferentes na sua segunda gestão.

Assim, decidiu, ainda na campanha, anunciar a demissão do ministro da Fazenda, Guido Mantega, o que provocou enorme mal estar dentro do governo. Surpreendido e aborrecido com o anúncio, Mantega chegou a pensar em abandonar o cargo imediatamente mas foi convencido a ficar até o fim da campanha.

Nome de peso
Agora, para fazer as sinalizações de mudança que precisa para sua segunda gestão, Dilma queria apresentar um nome de peso, reconhecido pelo mercado por sua competência. O preferido era o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, que recusou o convite, aumentando o desgaste já causado nesse processo.

Simpatia
Joaquim Levy tem maior simpatia do mercado por suas ideias e ajudaria a aumentar a confiabilidade do governo. Já Nelson Barbosa é visto como um economista competente e que pode apontar caminhos melhores para o governo na sua área. Dilma poderá até acabar aproveitando os dois na equipe ministerial, com a entrada de Barbosa no Planejamento no lugar da ministra Miriam Belchior que também deve deixar o governo.

Dúvidas
A dúvida no mercado, porém, é saber o quanto de autonomia para operar o próximo ministro terá. O estilo de Dilma é considerado centralizador demais, algo que teria até ajudado a afastar Trabuco de topar a missão de comandar a economia nacional. Especialistas temem que Dilma acabe concentrando muito as decisões e impeça o novo ministro de operar com a liberdade operacional necessária.

Com informações da Agência Estado


Curtir: