Nacional

Dilma diz que vai ampliar critérios para escolha de ministros

Dilma Rousseff engrossou discurso por tolerância zero contra corrupção

A presidente Dilma Rousseff aproveitou café da manhã com a imprensa para mandar um recado para sua base aliada. Disse que não vai aceitar ingerência dos aliados nos ministérios, ao ser questionada sobre os casos de irregularidades que derrubaram ministros.

Subindo tom de voz, ela disse que vai “exigir cada vez mais os critérios [de escolha e acompanhamento de sua equipe]”, acrescentando que “nenhum partido pode interferir nas relações de governo”. Em seguida, fez questão de dizer, subindo ainda mais o tom: “Vale para qualquer partido”.

Sete ministros já deixaram o governo Dilma, seis após denúncias de corrupção. Dilma afirmou que seu governo é de “tolerância zero” com malfeitos e atos de corrupção.

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Sem caça às bruxas
Ao mesmo tempo, ela afirmou também que jamais fará uma “caça às bruxas”, destacando que todo mundo tem direito de se defender. “Eu não posso sair por aí apedrejando as pessoas e fazendo julgamento sem direito de defesa”, afirmando, acrescentando que “por pressão nenhuma” fará isso. “Não tolerar malfeito de um lado, mas também não vou criar caça às bruxas.”

Imprensa
Durante a conversa, Dilma não deixou de alfinetar a imprensa, ao dizer que os escândalos ganham mais destaque na mídia do que os programas sociais do governo. “Parece até que existem dois Brasis”, afirmou ao se queixar de que, enquanto ela se dedica a montar programas, a imprensa ficaria concentrada em outros temas. Em seguida, completou: “Obviamente que escândalo vende mais jornal”.

Lamentando
Ela chegou a lamentar, sem citar nomes, a queda de alguns de seus ministros, afirmando que eram quadros competentes. Questionada sobre a crise mais recente, envolvendo seu ministro e amigo pessoal Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), Dilma refutou o argumento de que teria dois pesos e duas medidas. “[O caso] do Pimentel não tem nada do meu governo.”

Ao ser confrontada com o caso de seu ex-ministro da Casa Civil, que enfrentou crise semelhante à de Pimentel, ela completou: “Mas o Palocci quis sair”.

Reforço surpresa
Dilma também evitou adiantar qualquer informação sobre a reforma ministerial prevista para janeiro. Ela chegou a dizer que imprensa iria ter uma “surpresa”, quando foi indagada se estava nos seus planos reduzir o número de ministérios. “Não me venham com essa conversa. Não terá redução de ministérios, não é isso que faz a diferença no governo.”

Da Folha.com


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