Eleições 2012

“Disputas locais não contaminam a aliança nacional”, diz presidente nacional do PT

Luizianne, Rui Falcão e Elmano sorriem para o clique do PolitiKa durante encontro do PT em Fortaleza. Em entrevista à CartaCapital, ele diz que “disputas locais não contaminam a aliança nacional”. Foto: Kézya Diniz

Presidente nacional do PT, Rui Falcão ainda mostra-se ressentido com o inesperado rompimento da coligação entre o seu partido e o PSB de Belo Horizonte. Apesar do clima de desconfiança, ele garante que a aliança nacional entre as legendas não será afetada pelas disputas municipais.

Confira, a seguir, a entrevista concedida a revista CartaCapital na sede do partido em São Paulo, um dia antes de o PT lançar a candidatura de Patrus Ananias contra Lacerda, aliado nas eleições de 2008.

CartaCapital: O rompimento da aliança com o PSB em Belo Horizonte é diferente do ocorrido em Recife e Fortaleza?

Rui Falcão: Em Recife e Fortaleza, havia uma expectativa de renovação da aliança que não se concretizou. Em Belo Horizonte é diferente. Já havia a decisão de apoio à reeleição de Márcio Lacerda, com um vice do PT e uma chapa proporcional. Só que o acordo foi rompido por Lacerda, a pedido do senador Aécio Neves e do governador Antônio Anastasia (ambos do PSDB). São quadros diferentes. Um é a reversão de uma expectativa, o outro é rompimento de um acordo escrito, sacramentado. O PSDB naturalmente estava nos fustigando, mas o compromisso do presidente estadual do PSB, o ex-ministro Walfrido Mares Guia, era de que esse acordo seria honrado. Não foi.

CC: O senhor conversou com a direção nacional do PSB?

RF: Fomos surpreendidos no sábado (30 de junho), logo após a convenção do PSB, com a carta de que o acordo não seria mais cumprido. O vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, nos procurou e pediu 12 horas para tentar reverter a decisão local. Esperamos três dias. Premidos pelos prazos eleitorais, tivemos de tomar a iniciativa de lançar candidatura própria.

CC: Ele não explicou a razão do rompimento?

RF: Amaral pedia mais tempo, mas ele próprio disse que foi surpreendido com a entrevista dada por Lacerda indicando um vice do PP em sua chapa na segunda-feira 2. Inclusive, ao que consta, o prefeito saiu de um ato com o governador Anastasia, procurou a imprensa e anunciou seu ex-secretário Josué Valadão como vice. Ele tinha sido exonerado um mês antes, portanto era uma alternativa que o Lacerda tinha previsto. Amaral prometeu buscar uma alternativa na convenção da quarta-feira 4, mas não acredito que o partido pudesse intervir na disputa municipal.

Da Carta Capital


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