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Dra. Silvana propõe ‘toque de recolher’ e cita exemplo da Islândia

Dra. Silvana propõe ‘toque de recolher’ e cita exemplo da Islândia. Foto: Máximo Moura

A deputada Dra. Silvana (MDB) revelou, nesta quarta-feira, durante pronunciamento no plenário da Assembleia Legislativa, que está preparando um projeto de lei para auxiliar na prevenção ao consumo de drogas por adolescentes, utilizando o artifício do chamado “toque de recolher”.

Ela afirma que a matéria – que pretende apresentar à Casa na semana que vem -, não obstante possa causar polêmica, segue modelo de sucesso adotado na Islândia, para ela, “um exemplo para o resto do mundo”.

Para a deputada, a “família está falida” em termos de educação doméstica. O projeto, conforme salientou, é um pacto entre pais, escolas e governos para complementar a educação dos jovens em idade escolar. “Lá, na Islândia, foi baixado toque de recolher, proibindo crianças de três a 16 anos, de circular após as 23 horas”, relatou.

Resgate
A deputada avalia que a medida permite um oportunidade de resgate social associado à educação. “As escolas profissionalizantes foram multiplicadas no Ceará. Mas o fato de os pais muitas vezes não saberem para onde foram seus filhos ou se estão bem acompanhados, faz com que apenas a escola não seja suficiente para reduzir os níveis de consumo de drogas”, justificou.

De acordo com Dra. Silvana, sem o acompanhamento dos pais, os jovens podem estar sendo contaminados com drogas, ou, se já forem usuários, podem contaminar alguém. “Se existir esse pacto, teremos o impacto necessário para transformar uma sociedade”.

Violação
Ainda segundo a parlamentar, o toque de recolher não pode ser confundido com uma violação de direito à liberdade. Ela acentuou que as facções estão nas ruas cooptando jovens, que facilmente podem desencaminhá-los para as drogas e para o crime.

Coragem
Dra. Silvana acrescentou que é preciso “ter coragem” para enfrentar a questão, independentente do que é arguido por pessoas que defendem as diretrizes daquilo que é tido como “politicamente correto”. Ela lembrou que investiu na criação e na educação dos seus próprios filhos, e espera que todos os pais também sejam capazes de impor limites aos próprios filhos. “Nós somos responsáveis em revolucionar a nossa época”, argumentou.


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