Eleições 2012

Eleições 2012: Cid diz que conversa com Luizianne não foi conclusiva mas promete defender aliança com PT “até o fim” do prazo

Na entrega do residencial, Camilo Santana, Roberto Cláudio e Ferruccio Feitosa dividem palanque com Cid Gomes. Foto: Kézya Diniz

Depois do café da manhã com a prefeita Luizianne Lins e o presidente nacional do PT, Rui Falcão, o governador Cid Gomes participou de uma solenidade no bairro Bom Jardim.

O evento marcou a entrega de apartamentos construídos pelo governo do Estado para a população de baixa renda. Mas a imprensa cercou Cid Gomes, durante entrevista, para saber detalhes sobre outros assuntos: o encontro com a prefeita Luizianne Lins e a possibilidade de manutenção da aliança entre PT e PSB.

No palanque com pré-candidatos
O governador dividiu palanque, durante solenidade, com pré-candidatos para a sucessão municipal em Fortaleza, tanto do PT quanto do PSB. Foi o caso de do presidente da Assembleia Legislativa, Roberto Cláudio (PSB) e dos secretários da Copa, Ferruccio Feitosa (PSB), e das Cidades, Camilo Santana (PT).

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Conversa com Café
Cid Gomes voltou a afirmar que defende a manutenção da aliança com o PT e que a conversa com os dirigentes petistas não foi conclusiva. O presidente estadual do PSB no Ceará ainda relatou o que disse aos petistas. “Eu coloquei das dificuldades que existem no partido em relação à forma como estava sendo conduzida [a escolha do candidato]. Manifestei o meu desejo para que a gente possa, até 30 de junho, manter a aliança entre PT e PSB, em nome da questão nacional”, revelou Cid.

Análise do PSB
Ainda durante entrevista, Cid Gomes disse que se comprometeu a levar o resultado do encontro para análise dos dirigentes do PSB e que ainda é preciso ouvir o que a população de Fortaleza quer. “Uma eleição não pode ser definida só a partir de entendimentos de lideranças. A gente tem estar sintonisado com sentimentos, com os anseios da população. Senão a gente faz um acordo de lideranças e é rechaçado pelas urnas. As pessoas dão lições na gente”, enfatizou.

Pesquisa
Ao afirmar que é preciso ouvir o que as pessoas querem, Cid Gomes foi questionado sobre o peso que a pesquisa do Ibope, encomendada pelo PSB, teria na decisão da manutenção da alinaça. O governador foi taxativo: “Claro que sim, claro que sim! É importante que a gente encontre um ponto de equilíbrio, respeitando o sentimento da população e procurando preservar aquilo que eu considero um valor importante nacionalmente e a nível do estado que é essa aliança entre o meu partido e o Partido dos Trabalhadores “.

O levantamente revelou que a maior parte  dos eleitores entrevistados querem que Cid Gomes apoie um candidato diferente do que será apoiado pela prefeita Luizianne Lins.

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Quando?
Um próximo encontre entre Cid e Luizianne ainda não tem data prevista, mas o governador repetiu diversas vezes durante a entrevista que vai trabalhar até o último dia do prazo,  determinado pela legislação eleitoral para a escolha de candidatos, para garantir a manutenção da aliança. Os partidos tem até o dia 30 de junho para realizar as convenções que vão homologar os nomes dos candidatos.

“Eu defendo que essa aliança é importante, estratégica e tem trazido dividendos importantes pro povo brasileiro e, em especial, para o povo do Ceará. Em nome disso, defendo a aliança até a data possível de definição”, reforçou Cid.

Elmano
O governador ainda evitou fazer comentários sobre a avaliação que faz do secretário de Educação, Elmano de Freitas, escolhido no domingo (03) como pré-candidato do PT à prefeitura de Fortaleza. “Eu não vou fazer juízo. Não se trata de nomes. A gente tem de pensar em projetos e ouvir os sinais que está a população está passando”, desconversou.

Alternativa
Pelo menos cinco secretários vão deixar o governo nos últimos dias, conforme antecipou a coluna Polítika. Eles estarão desincompatibilizados para participar de uma eventual composição de chapa para a eleição de 2012. “Todos aqueles secretários que tem o domicílio aqui em Fortaleza e que portanto possam vir a ser nomes do PT e até de outros partidos, ficarão desincompatibilizados. A gente aguarda até o dia 30. Se obviamente nenhum deles for, eles retornam à secretaria porque eu estou satisfeito com o trabalho de todos”, explicou Cid.

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Sem plano “B”
Sobre a possível estratégia de lançar diferentes candidatos da base aliada para levar a disputa para o segundo turno, Cid Gomes afirmou que não está empenhado em um “Plano B”.  “A minha dedicação, a minha disciplina, me recomenda que trabalhe a manutenção da aliança com o PT e é a essa tarefa que eu estou dedicado. Portanto, se eu falar no plano B, C D e E eu já vou estar faltando com a disciplina necessária num processo delicado cheio de fatores externos, alheios a sua vontade, a minha vontade pessoal. Então é importante que a gente tenha muita cautela e muita prudência”, ponderou Cid

Acompanhe a reportagem do Jornal Jangadeiro:

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