Eleições 2018

Eleições 2018: Mulheres ficam com vice ou Senado

Atual vice-governadora, Izolda Cela disputará a reeleição. Foto: Divulgação

As mulheres têm predominância no eleitorado cearense, mas a representação na disputa ainda é inferior à dos homens. O levantamento o Tribunal Regional Eleitoral revela que são 3.361.941 eleitoras aptas a votar no pleito de 2018, o que representa 52,99% do total de eleitores no Ceará.

A maioria em número não reflete em ganho no espaço destinado às candidaturas femininas. O presença das mulheres nas chapas majoritárias aqui no Ceará, por exemplo, ficou restrito às vagas de vice ou na disputa ao Senado.

Dos seis candidatos ao Governo, apenas Francisco Gonzaga e Mikaelton Carantino optaram por um homem para a vaga de vice. Todos os outros se aliaram a mulheres como coadjuvantes na disputa.

Ailton Lopes tem como vice a militante Raquel Lima; Camilo Santana manteve Izolda Cela como vice; Hélio Gois divide a chapa com a professora Ninon Tauchmann; e o general Theophilo se aliou à vereadora de Caucaia, Emília Pessoa.

Senado
Ao Senado, apenas dois partidos anunciaram mulheres na disputa. O Psol formalizou a candidatura da professora Anna Karina Cavalcante e o PSDB lançou a médica Mayra Pinheiro.

Em baixa
A baixa participação acontece em outros estados e não se vislumbra uma mudança nos próximos anos. Para o analista político e diretor de Documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto de Queiroz, apesar da mudança na legislação que obriga os partidos políticos a destinarem pelo menos 30% do Fundo Especial de Financiamento de R$ 1,76 bilhão – dinheiro do orçamento da União –, para campanhas de mulheres, o atual cenário de participação feminina pode permanecer inalterado. Na avaliação de Queiroz, a nova exigência pode até ajudar na ampliação da participação feminina na vida pública, mas não será suficiente para eliminar o desequilíbrio entre homens e mulheres no Parlamento brasileiro.

Tendência
Levantamento preliminar do Diap aponta que a tendência das próximas eleições é de uma baixa renovação em relação às anteriores, o que pode impactar no número de mulheres eleitas. “Só com a possibilidade de um sistema eleitoral com lista fechada e alternância de gênero é que poderia resolver isso definitivamente”, defendeu. Ele lembrou que hoje o Congresso é majoritariamente masculino, com 10% de mulheres.

Ranking
A exigência de que os partidos destinem pelo menos 30% ao financiamento de campanhas de mulheres foi determinada, por unanimidade, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em resposta a uma consulta apresentada pelas senadoras Gleisi Hoffmann (PT-PR), Vanessa Graziotin (PCdoB-AM) e outras parlamentares. Pelo entendimento da corte eleitoral, o tempo de propaganda no rádio e TV também deverá ter a mesma divisão. Segundo o TSE, a aplicação de cerca de R$ 533 milhões do Fundo Especial em candidaturas femininas é condição obrigatória para a liberação dos recursos. No entanto, o critério para a distribuição do fundo será definido pela Comissão Executiva Nacional do partido, que poderá destinar essa cota de gênero para qualquer tipo de eleição, majoritária ou proporcional.

Com informações da Agência Brasil e OE


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