Eleições 2014

Eleitor ainda avalia proposta de candidatos

Eleitor ainda avalia proposta de candidatos
Eleitor ainda avalia proposta de candidatos

A exatos 16 dias da data marcada para os brasileiros irem às urnas, uma parcela do eleitorado, considerada menos ligada a ideologias partidárias e até distante do debate político, ganha peso e tem nas mãos a chance de definir as eleições. Numa disputa travada ponto a ponto, o voto dos indecisos vem sendo considerado por alguns candidatos, uma forma de definir a disputa pelo poder no primeiro turno e não prorrogar para o segundo turno. E, pelo visto, não será fácil convencer essa turma, sem confiança no discurso dos candidatos. A disputa, porém, prevê acirramento tanto no plano nacional quanto estadual.

Percentuais
Aqueles que não sabem em quem votar para governador do Ceará somam hoje 10% do eleitorado, de acordo, com as pesquisas Ibope e Datafolha, ambas recentemente divulgadas. Se considerados os 8% que votarão em branco ou anularão o voto, segundo os dois levantamentos, o eleitorado sem candidato flutua em cerca de 18% do total. Os números assemelham-se aos das pesquisas feitas no mesmo período das eleições passadas, sem grande distorção.

Particularidades
Diferentemente de 2010, os dois principais adversários contam com uma distância considerável dos demais postulantes. Entretanto, segundo o professor de ciências políticas da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Horácio Frota, as eleições deste ano apresentam algumas particularidades. De um lado, a Copa do Mundo no Brasil, com jogos disputados nas principais cidades, serviu como elemento de dispersão.

Do outro, a rigidez dos órgãos de fiscalização e da difusão da propaganda eleitoral dificultou a percepção do eleitorado aos candidatos. Segundo ressaltou, somente, agora, a disputa começou a esquentar, o que, segundo ele, é compreensível nesta reta final. Ele acredita que, a partir deste momento, o processo eleitoral terá mudanças e o percentual de brancos/nulos/ indecisos diminua.

Simpatia
Por sua vez, Frota não acredita que somente o clamor por mudança, pauta nas manifestações de junho passado, seja o responsável pelo alto índice de eleitores desiludidos. Segundo ele, diversos eleitores já possuem “simpatia” por algum candidato. Entretanto, é preciso ter tempo e analisar os discursos que mais atraem para a solução dos problemas cotidianos. “Às vezes, o eleitor até tem simpatia, mas isso não é suficiente para a definição”, analisou, lembrando que, só recentemente, artistas têm aparecido publicamente apresentando seu voto. Anteriormente, a disputa estava restrita às redes sociais e, por isso, não atingia a grande massa. Agora, começou a ganhar forma.

Frota afirma que as mudanças deverão já ser percebidas nas próximas pesquisas, uma vez que aquele eleitor sem fidelização partidária tende a formar sua opinião às vésperas do dia de comparecer às urnas.

Demandas
Nas ruas da capital cearense, a dúvida está presente tanto em relação à disputa pelo governo estadual quanto ao Palácio do Planalto. A única certeza que alguns eleitores possuem é que os problemas são muitos e precisam ser solucionados, com destaque para saúde, educação, e, claro, corrupção. Segundo os eleitores indecisos ouvidos pelo jornal O Estado, são os discursos “palpáveis” que os levarão a tomar uma decisão.

A fisioterapeuta Erika Magalhães está à procura de seus representantes, tanto a presidente quanto a governador. Ela conta que, entretanto, já elencou o que levará a escolhê-los: a saúde. “Quero investimento nos hospitais. Quero que a saúde [pública] seja prioridade neste País”, disse.

E ainda
O engenheiro de computação Jefferson Figueiredo também não se definiu. “Estou decidindo ainda. Estou entre duas opções. Primeiro, Pastor Everaldo por defender políticas sãs de economia. Embora não seja um candidato favorito, acho importantes as ideias de liberdade, ainda que vindas de um conservador. Depois, tem o Aécio [Neves] somente porque tem alguma chance de ganhar e não é petista; Marina é do partido da base aliada do PT, além disso tem mais tempo de PT que a própria Dilma”, disse, explicando que algumas candidaturas têm o mesmo plano de governo.

Quem também faz parte desse time é a doméstica Maria de Sousa. “Ainda estou indecisa quanto ao meu voto nesta eleição. Acredito que o momento é para refletirmos e analisarmos o que cada candidato tem de propostas nas áreas da saúde e educação. Sem um plano de governo concreto e que seja possível, fica difícil decidir quem vai governar da melhor forma”, afirmou Maria, ressaltando que o eleitor não acredita mais em tanta promessa, pois, segundo ela, a população chega numa unidade hospitalar e não tem médico para fazer o atendimento.

Com informações do OE


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