Ceará

Eliane defende servidores e diz que Cid Gomes não valoriza capital humano

Eliane Novais voltou a criticar a gestão Cid Gomes. Foto: Paulo Rocha/Agência AL

A deputada Eliane Novais (PSB) voltou a disparar críticas contra a gestão estadual. Durante pronunciamento na sessão desta quinta-feira (07) da Assembleia Legislativa, a socialista defendeu a pauta conjunta de reivindicações dos servidores públicos estaduais e afirmou que Cid Gomes erra ao não valorizar o capital humano.

De acordo com a deputada, desde 2007 a pauta de reivindicações do Fórum Unificado das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos Estaduais do Ceará (Fuaspec) com 18 itens, posta na mesa estadual de negociação permanente, não tem avançado.

“Há uma dificuldade do Governo do Estado de receber os trabalhadores e negociar com justeza suas reivindicações”. Para ela, as greves na Polícia Civil e dos peritos são reflexo disso.

“Há um baixo efetivo policial, ao mesmo tempo em que cresce a demanda de atendimento. As remunerações das polícias civil e militar são as piores do Nordeste”, alertou Eliane.

Caminhada da Insatisfação
Eliane Novais disse que o governador Cid Gomes acerta ao investir em grandes obras como a construção de hospitais, mas peca ao não incrementar o capital humano. O resultado, segundo ela, é uma insatisfação geral entre os servidores estaduais.

A parlamentar lembrou a mobilização realizada no último sábado (02/07), no bairro Benfica, em Fortaleza, organizada pelos trabalhadores do serviço público estadual com o nome de “Caminhada da Insatisfação”.

“Os trabalhadores demonstraram nas ruas que ronda entre os servidores um sentimento de insatisfação com o governo atual e é preciso compreender quais motivos”, ponderou.

Reivindicações
Ela citou entre as principais reivindicações a reestruturação das tabelas salariais, com reposição das perdas; cumprimento da lei que fixa a jornada de trabalho semanal dos militares; aprovação do projeto de lei de combate ao assédio moral no trabalho, extensivo aos militares estaduais; fortalecimento da previdência; ampliação e melhoria da assistência à saúde.

Além desses, a realização de concurso público, que está no topo da agenda de lutas dos servidores públicos estaduais. Eliane ressaltou que o último concurso da Cagece foi realizado há 10 anos.

“Uma defasagem que claramente compromete a capacidade de atendimento da empresa em um setor absolutamente primordial e estratégico”, avaliou.

Com informações da Agência de Notícias da AL


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