Bastidores

Em choque com o PMDB, Kátia Abreu é convidada a se filiar ao PR

Em choque com o PMDB, Kátia Abreu é convidada a se filiar ao PR
Em choque com o PMDB, Kátia Abreu é convidada a se filiar ao PR

A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, foi convidada por um grupo de deputadas do PR a trocar o PMDB pelo partido. Kátia enfrenta o comando peemedebista, que decidiu romper com o governo e ameaça com expulsão os ministros que não devolvem o cargo à presidente Dilma até o próximo dia 12.

O convite para se filiar à nova legenda partiu das deputadas Gorete Pereira (CE), Magda Mofatto (GO), Zenaide Maia (RN) e Christiane Yared (PR), que visitaram a ministra em seu gabinete nessa quarta-feira (30).

Outra possibilidade estudada pela ministra é voltar ao PSD, legenda à qual foi filiada e pela qual seu filho Irajá Abreu (PSD-TO) exerce o mandato de deputado federal.

Debandada
Para compensar a debandada do PMDB, o governo oferece mais cargos para partidos como o PP e o PR. O objetivo é garantir apoio na votação do processo de impeachment. O Planalto precisa de ao menos 172 votos para barrar o pedido na Câmara. “Estamos aqui para convidá-la devido ao carinho e a admiração que temos pela senhora como política e ministra”, disse Christiane. “Agregaria muito ao partido”, reforçou Zenaide Maia.

Resistência
Kátia ainda resiste a deixar o partido. “Continuaremos no governo e no PMDB. Ao lado do Brasil, enfrentaremos a crise”, escreveu no Twitter. Ela disse que os ministros peemedebistas deixarão a presidente Dilma à vontade para recompor sua base no Congresso. “O importante é que na tempestade estaremos juntos”, acrescentou.

Até o momento, apenas Henrique Eduardo Alves, do Turismo, deixou o ministério. Além de Kátia, outros cinco peemedebistas ainda continuam no governo: Celso Pansera (Ciência e Tecnologia), Marcelo Castro (Saúde), Helder Barbalho (Portos), Mauro Lopes (Aviação Civil) e Eduardo Braga (Minas e Energia).

Fora
Na última terça-feira (29), o diretório nacional do PMDB decidiu, em três minutos, por aclamação desembarcar do governo, aos gritos de “fora, PT” e “Temer presidente”. Os petistas acusam o vice-presidente Michel Temer de conspirar contra Dilma.

Com informações do Congresso em Foco


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