Nacional, Polêmica
Atualizado em: 12/07/2011 - 1:36 pm

Pagot nega esquema de corrupção no Minstério dos Transportes. Foto: Agência Brasil

O depoimento do diretor afastado do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transporte (Dnit), Luiz Antonio Pagot, nesta teraça-feira (12), no Senado, era aguardado desde a semana passada com ansiedade. Mas ao invés de um “homem-bomba” do governo, Pagot se comportou como um aliado dos mais íntimos e não provocou sobressaltos.

Pagot iniciou sua fala fazendo uma apresentação do trabalho realizado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura em Transporte (Dnit). Ele enfatizou que as decisões do órgão são tomadas somente após uma série de autorizações de outros órgãos e ministérios. Desde o início, disse que estava ali para se defender das denúncias do esquema de corrupção denunciado no Ministério dos Transportes.

“Quero refutar todas as acusações contra a minha pessoa. Fiz questão de vir tanto ao Senado quanto à Câmara para fazer minha defesa”, disse Pagot.

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Caixa
O superintendente negou que dinheiro do ministério tenha sido desviado para o Partido da República.

“Sobre doações de partido não me manifesto. Cada partido sabe o que faz. Posso dizer que o PR não utilizou o Dnit para buscar dinheiro para seus cofres”, disse

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) disse que o objetivo da reunião era identificar quais eram os responsáveis “por esse modelo promíscuo que se instalou no Ministério dos Transportes” e questionou Pagot afirmando que “Há uma tentativa de transformá-lo em bode expiatório. O que queremos saber do senhor é quem mandava? Peço que explique: as empresas beneficiadas com aditivos eram também as que mais doavam em campanhas eleitorais, não só da presidente Dilma. Além de saber de onde vinha a voz de comando, é importante saber quem participou disso. Há convicção de que há corrupção no ministério e vossa senhoria não pode ficar como único responsável”.

Pagot afastou a polêmica afirmando que: “Com relação a doações de campanha não posso responder. Eu discordo veementemente disso [empresas com aditivos e suspostamente principais doadoras de campanha] e posso mostrar matematicamente. (…) Não vejo essa relação entre doadores de campanha e aditivos. Não fiz qualquer alusão à campanha da presidente Dilma ou do meu partido. Se produzem fatos contínuos. Estão requentando assuntos de quatro anos atrás, já investigados e que já tem acusado pagando o que deve. Coisas que estão voltando como verdades absolutas.”

Férias
Questionado sobre os motivos de seu afastamento, Pagot reafirmou que oficialmente não foi afastado do cargo.

“Sou nomeado e estou de férias. De 4 a 21 de julho. Se serei exonerado ou se vou continuar, é uma questão que depende da presidente Dilma Rousseff. Tenho consciência tanto das minhas virtudes quanto das minhas falhas”, afirmou.

Com informações da Agência Brasil e do Estadão.

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