Nacional
Atualizado em: 02/09/2011 - 1:10 pm

Presidente do PT, Rui Falcão. Foto: Agência Brasil.

O comando do PT elaborou documento em que ataca a imprensa e defende o controle da mídia no Brasil. Entre os itens do texto apresentado na quinta-feira (1º) à Executiva Nacional da legenda, estão o fim da propriedade cruzada em veículos de comunicação, a “democratização” da mídia e a “quebra do monopólio”. O texto foi apresentado como proposta de resolução para o 4º Congresso do partido, que começa nesta sexta-feira e vai até domingo (4/09) em Brasília.

Democracia
O texto, que está sendo condensado pelo presidente do partido, Rui Falcão, afirma que a concentração do domínio midiático “tolhe a democracia”, “silencia” e “marginaliza”, “criando um clima de imposição de uma versão única no país”. André Vargas, secretário de Comunicação do PT, afirma que a mídia precisa ter “alguma regulação”. “É uma das tarefas do partido ter iniciativa do debate do marco regulatório. O ideal é que os meios de comunicação aceitem discutir isso”, disse Vargas.

Contra Veja
O documento ainda condena “certos veículos que flertam com mecanismos ilegais”, em alusão indireta à Veja, que recentemente publicou reportagens acusando José Dirceu de liderar um esquema para derrubar o ex-ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, e outras articulações políticas. “A matéria da Veja foi um exemplo de jornalismo marrom da pior qualidade e ficamos todos indignados”, afirmou Rui Falcão, deputado e presidente do PT.

Ontem, o presidente nacional do PT, Rui Falcão fez críticas à revista “Veja”. Ele disse estar “indignado” com a reportagem que acusou Dirceu de “conspirar” em um hotel de Brasília contra o governo Dilma Rousseff. O ex-ministro acusa um repórter da revista de tentar invadir seu quarto de hotel quando não estava presente. O hotel registrou um boletim de ocorrência. A revista nega a acusação.

Na Eleição
Em 2010, durante a campanha eleitoral, o PT chegou a incluir o combate ao “monopólio” da imprensa no programa de governo de Dilma Rousseff que foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O item, no entanto, foi excluído da versão final do programa.

A presidente Dilma Rousseff teria reiterado o pedido para o Ministro de Comunicações, Paulo Bernardo, para que não permita nenhuma resolução sobre “regulação de conteúdo”.

Fonte: Folha.com e Estadão.com

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