Câmara Municipal

Em relatório parcial, CPI identifica 74 pontos de exploração sexual de crianças em Fortaleza

Vereadores acompanharam a divulgação do relatório parcial da CPI da Exploração sexual - Foto: Genilson de Lima/CMFor

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a rede de exploração sexual de crianças e adolescente em Fortaleza apresentou nesta quarta-feira (09) um relatório preliminar dos trabalhos realizados até aqui. Segundo a relatora da CPI, vereadora Eliana Gomes (PCdoB), a comissão identificou 74 pontos de exploração sexual na capital cearense.

Pontos e exploradores
A rede do crime se estende por bairros como Praia de Iracema, Jangurussu, Barra do Ceará e passa ainda pelo entorno do Castelão, entre outros pontos, sobretudo nas áreas mais carentes da cidade. Outro dado citado detalha que a exploração não é realizada somente relacionada ao turismo, integrando também moradores da cidade.

Idade
O presidente da CPI, vereador Antonio Henrique (PTN), disse que a Comissão constatou a redução da faixa etária das vítimas exploradas sexualmente. “Existem crianças vítimas dessas agressões a partir dos sete anos e tem até uma tabela de preços”, enfatizou ao lembrar dos valores que os exploradores pagam para as vítimas deste crime.

Campanha
O relatório final da CPI só será apresentado no dia 7 de dezembro e até lá a Comissão deve intensificar os trabalhos com uma campanha educativa nos pontos considerados críticos. A primeira ação da campanha será uma blitz informativa, com distribuição de material publicitário, para tentar sensibilizar a sociedade sobre o problema e divulgar os canais de denúncias para este tipo de crime.

Permanente
A vereadora Eliana Gomes avalia que o combate à exploração sexual contra crianças e adolescentes deverá ser objeto de comissão permanente da Câmara Municipal. A sugestão, segundo ela, deverá constar do relatório final da comissão, que será apresentado no dia 07 de dezembro.

Para a vereadora, a Câmara dará grande contribuição para a construção de políticas públicas para prevenir a prática do crime e proteger crianças e adolescentes. “Não vamos jogar nada debaixo do tapete e vamos exigir que os poderes façam o que for de competência de cada um.”, disse.