Em Brasília

Em reunião para pacificar base, Dilma pede empenho para aprovação do programa Mais Médicos

Em reunião para pacificar base, Dilma pede empenho para aprovação do programa Mais Médicos
Em reunião para pacificar base, Dilma pede empenho para aprovação do programa Mais Médicos

A presidente Dilma Rousseff usou grande parte da reunião com líderes da Câmara Federal na segunda-feira (5) para apresentar aos aliados o programa Mais Médicos, de ampliação do quadro de profissionais de saúde em regiões remotas do país.

Numa audiência agendada a princípio para ouvir demandas dos parlamentares e pacificar o clima na base, o programa, carro-chefe do governo em seu pacote reativo às manifestações de junho, foi “exaustivamente debatido” pelos líderes, além dos ministros Aloizio Mercadante (Educação), Alexandre Padilha (Saúde) e o vice-presidente Michel Temer.

Tem que aprovar?
Dilma cobrou empenho dos parlamentares para a aprovação da medida provisória. Único anúncio sobrevivente dos pactos anunciados após a derrocada de sua popularidade, o projeto, segundo a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais), também presente na reunião, recebeu apoio “contundente” dos líderes.

“O fortalecimento da base se dá de forma bastante concreta com o estreitamento da relação da própria presidenta com os líderes. A reunião teve um resultado de muita animação e de muita disposição dos próprios líderes de dar encaminhamento e trazer sugestões”, disse a ministra.

“Hoje foi o início de uma retomada do período legislativo que terá grandes resultados na pacificação e no afinamento total da viola com a base no Congresso Nacional”, disse o líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE).

Debate
De acordo com Guimarães, os líderes pediram para, além de um fórum permanente de diálogo com a base, que as matérias importantes a serem enviadas ao Congresso tenham uma discussão prévia e que qualquer diálogo com a base seja feita “institucionalmente”, pelos líderes ou pelos coordenadores de bancada com os respectivos Estados.

Royalties
Foi marcada uma nova reunião para a próxima segunda-feira. Segundo os presentes na conversa, ficou para a semana que vem definição sobre como será conduzida a votação do projeto que destina parte dos royalties para a educação e para a saúde.

Foi defendido durante a reunião por Guimarães que, para o texto atual, não existe mais urgência constitucional que exija que o texto seja votado imediatamente. Na versão atual, apenas 75% dos royalties seriam destinados à educação; os outros 25%, para a saúde. O projeto também desfigura o fundo social –espécie de poupança criada com recursos do petróleo.

Manobra
A ideia, endossada por Temer, seria um ensaio de manobra por parte do governo para ganhar tempo e tentar voltar ao texto original. Segundo Guimarães, a presidente pediu uma nova rodada de conversas sobre o assunto para a semana que vem, para referendar as negociações.

Para a semana, ficou decidido que os líderes tentarão demover o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, de votar na comissão especial e, depois, em plenário, o projeto que institui as emendas impositivas. Principal moeda de troca do Planalto com os congressistas, o repasse de dinheiro viraria obrigatório e regular. Dilma é terminantemente contra ceder ao peemedebista.

Segundo os líderes presentes, é ponto pacífico, porém, que o governo investirá todos os seus recursos para apoiar os 100% dos royalties para a educação. Em contrapartida, relataram, passariam a apoiar projeto de iniciativa popular que destina 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a saúde.

Com informações da Folha.com


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