Congresso
Atualizado em: 12/05/2011 - 8:11 am

Deputado Aldo Rebelo (PCdoB), relator do projeto - Foto: Renato Araújo/ABr

A votação do Código Florestal, prevista para acontecer ontem (11),  foi adiada pela Câmara para a próxima terça-feira (17), em sessão marcada por polêmicas e insultos, que varou a madrugada desta quinta (12). Tudo levava a crer que a aprovação do texto do relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP) seria certa, pois havia um acordo entre o situação e oposição, o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP) pediu a suspensão da sessão. A maioria dos partidos governistas mudou o voto. Com isso, o texto não teve o quórum mínimo de 257 votos.

As lideranças partidárias assinaram o relatório final para anunciar que um acordo pela aprovação do texto seria levado a efeito. Em seguida, o PSOL apresentou requerimento para retirada do projeto da pauta de votações. Os governistas orientaram suas bancadas para rejeitar o requerimento do PSOL, mas para a surpresa de todos, Cândido Vaccarezza (PT-SP), representando o Executivo, foi à tribuna e pediu aos aliados que mudassem a orientação e passassem a apoiar o adiamento.

No entanto, ao ser colocado em votação pelo presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), o requerimento foi rejeitado e a sessão de votação do Código teve continuidade. Nesse momento, os governistas manobraram e pediram verificação do quórum. Como 190 deputados haviam registrado presença eletronicamente, e o mínimo necessário para que houvesse votação eram 257, a sessão foi encerrada.

Bate-boca
O impasse na votação levou a troca de insultos. Após ler uma mensagem postada no twitter pela ex-ministra Marina Silva (PV), que estava no plenário, Aldo pediu um aparte e Aldo reagiu. Marina disse:  “Estou no plenário da Câmara. Aldo Rebelo apresentou um novo texto, com novas pegadinhas, minutos antes da votação. Como pode ser votado?!”

Aldo respondeu: “Ela disse que eu fraudei o relatório. Quem fraudou contrabando de madeira foi o marido de Marina Silva!” Parte do plenário aplaudiu. Já o deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ) tratou o relator aos berros: “Canalha! Traidor!”. A sessão ficou inviabilizada.

 Com agência de Notícias da Câmara Federal.

Siga-nos e curta-nos:
RSS
Follow by Email
Twitter
Visit Us
Follow Me