Corrupção

Empreiteiras mostra comprovantes de R$8,8 milhões pagos à Petrobras

Empreiteiras mostra comprovantes de R$8,8 milhões pagos à Petrobras
Empreiteiras mostra comprovantes de R$8,8 milhões pagos à Petrobras

Na tarde desta segunda-feira (24), a empreiteira Galvão Engenharia apresentou no inquérito da Operação Lava Jato, na Justiça Federal do Paraná, comprovantes de que pagou R$8,8 milhões em propina para uma empresa de consultoria do engenheiro Shinko Nakandakari.

Segunda a empresa, o engenheiro era encarregado de recolher o dinheiro como “emissário” da diretoria de Serviços da Petrobras, comandada por Renato de Souza Duque.

Shinko
O novo envolvido do escândalo da Petrobras, de nome Shinko, foi informado à Polícia Federal pelo chefe de da divisão industrial da Galvão, Erton Medeiros Fonseca. Em depoimento concedido à PF no último dia 17, Medeiros disse que estimava em R$5 milhões o total pago a Shinko para que a empreiteira obtivesse contratos na Petrobras.

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Pagamento
Os documentos apresentados, subiu para R$12,8 milhões total afirmado por Galvão Engenharia ter pago para o esquema e mais outros R$4 milhões foram destinados ao doleiro Alberto Youssef e ao ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa. Segundo informações da Empreiteira, os recursos dados a Alberto Youssef tinham destino o PP (Partido Progressista).

Em uma petição entregue ao juiz a frente da operação, Sérgio Moro, os advogados José Luis Oliveira Lima e Camila Torrer Cesar afirmaram que os pagamentos para Shinko ocorreram a partir de uma efeitva ameaça de retaliação das contratações que a Galvão Engenheria tinha com a Petrobras, caso não houvesse o pagamento dos valores estipulados de maneira arbitrária, ameaçadora e ilegal.

Aos bilhões
Entre 2010 e 2014, Galvão obteve R$3,47 bilhões em contratos com a estatal, de acordo com a PF. Os consórcios que a empreiteiros fazia parte entre 2007 e 2012 conquistaram mais R$4,1 bilhão em negócios com a Petrobras. Segundo documentos apresentados e protocolados hoje por Galvão, a propina foi paga à emprega LFSN Consultoria Engenharia S/S Ltda., registrada em nome de Shinko Nakandakari e dois filhos dele, Luis Fernando Nakandakari e Juliana Sendai Nakandakari.

E ainda
O primeiro depósito feito da Galvão, foi no valor de R$750 mil, que ocorreu em 8 de novembro de 2010. O último, de R$230 mil, foi feito em 25 de junho de 2014. Sobre as operações incidiu cobrança de impostos. Do total de R$8,8 milhões acertado entre Galvão e Shinko, o valor líquido depositado em contas de Shinko foi de R$8,3 milhões.

Com informações do Estado.com


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