Protesto

Entidades iniciam atos contra o impeachment e mobilização para greve

Protesto no Copacabana Palace, onde está hospedada a maioria dos jornalistas estrangeiros que cobre as Olimpíadas, foi realizado na sexta-feira. Também estão agendados atos dias 8, 9 e 16 de agosto. Foto: Lidyane Ponciano
Protesto no Copacabana Palace, onde está hospedada a maioria dos jornalistas estrangeiros que cobre as Olimpíadas, foi realizado na sexta-feira. Também estão agendados atos dias 8, 9 e 16 de agosto. Foto: Lidyane Ponciano

Entidades iniciaram na sexta-feira (05), na Praia de Copacabana, a série de atos públicos convocados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, em defesa da democracia e dos direitos trabalhistas e sociais, ameaçados pelo Congresso Nacional.

Aos gritos de “ocupar e resistir até o Temer cair”, os manifestantes começaram a ocupar a Avenida Atlântica no final da manhã e dividiram o espaço com viaturas e policiais.

A data foi escolhida para chamar a atenção da imprensa internacional presente no Rio de Janeiro para cobrir as Olimpíadas. As manifestações prosseguiram à tarde, nos arredores do Maracanã, onde ocorreu a abertura oficial do evento.

Calendário
O calendário de mobilizações terá continuidade nesta segunda-feira (08/08), em Brasília, quando manifestantes ocuparão o Congresso para impedir a aprovação de propostas legislativas “prejudiciais aos trabalhadores e ao povo brasileiro”, como o PLP 257. A matéria tramita na Câmara dos Deputados com o objetivo de renegociar as dívidas dos Estados e do Distrito Federal com a União, em troca de corte de gastos no serviço público. A atividade está marcada para às 14 horas, com concentração no Anexo II.

Terça e quarta
A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT) orienta as delegações de servidores municipais que já estarão em Brasília, no dia 8, que permaneçam na Capital para a manifestação organizada pela CUT e pela Frente Brasil Popular, no dia 9, às 09 horas, também no Anexo II. Já no dia 10, no mesmo horário, terá uma sessão na Câmara para discutir a votação do PL 4.567, que retira a Petrobrás da condição de operadora única do Pré-Sal.

Impeachment
Na terça-feira (09/08), data em que será votado no Plenário do Senado o parecer do relator da comissão recomendando a continuidade do processo de impeachment, os atos de massa se espalham por diversas cidades do País, marcando a Jornada Nacional de Mobilização contra o Golpe e em Defesa da Democracia. Em São Paulo, o ato será a partir das 16 horas no vão livre do Museu de Arte Assis Chateubriand (Masp).

Além de protestar contra o impeachment da presidente Dilma e defender a retirada do vice-presidente Michel Temer do Palácio do Planalto, os atos integram o processo de construção da greve geral da classe trabalhadora.

Greve
A etapa fundamental da mobilização para a paralisação nacional se dará no dia 16, quando pelo menos oito centrais sindicais se unem em manifestações nas principais Capitais do Brasil em defesa dos empregos e dos direitos “ameaçados pelo governo golpista”. Além da CUT e da CTB, também confirmaram presença a CSB, Conlutas, FS, UGT, NCS e CGTB. Na data, as manifestações devem ser organizadas em frente às sedes das principais entidades de representação patronal dos estados.

“Sem dúvida a pauta da manutenção dos direitos unifica a classe trabalhadora e o movimento sindical. Mas é imprescindível que as direções de todas as centrais sindicais tenham a compreensão de que o direito à democracia, a escolher seus representantes pelo voto direto e garantir que eles concluam seus mandatos e implementem o projeto aprovado nas urnas não pode ser uma luta dissociada das demais. Portanto, vamos às ruas contra o impeachment e em defesa do nosso direito maior: a democracia”, afirma a presidente da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT).

Com informações da Confetam


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