Bastidores Eleições 2012 Nacional

Época: PT e PSDB lutam para evitar derrotas constrangedoras nas eleições de 2012

Época: PT e PSDB lutam para evitar derrotas constrangedoras nas eleições de 2012. Fonte da Ilustração: Blog da Soninha

Reportagem da revista Época que chegas as bancas de todo o país neste final de semana mostra a luta de duas legendas, no caso PT e PSDB, para evitar derrotas consideradas “constrangedoras” nas eleições de 2012. Acompanhe.

A Partido dos Trabalhadores sabe o valor de uma terceira via política. Ocupou esse papel por quase toda a década de 1980, até a chegada de Luiz Inácio Lula da Silva ao segundo turno da disputa presidencial de 1989. Os tucanos também tiveram esse gosto. Com Fernando Collor de Mello na Presidência, e o petismo credenciado como principal oposição, esperaram pela chance de se apresentar como alternativa confiável ao eleitor.

A terceira via está mais longe do governo, mas nem por isso deixa de sonhar com ele. Não sofre do natural desgaste do poder nem convive com a incômoda frustração que assombra os oposicionistas. Como um jovem diante de diferentes opções profissionais, está livre para escolher – e brilhar quando menos espera.

Terceira Via
Dividido entre PT e PSDB desde 1994, o Brasil assiste nestas eleições à emergência de atores alternativos da política. A terceira via – ou muitas delas – está de volta. Os sismógrafos de partidos e analistas estão irrequietos e as bolas de cristal de videntes embaçadas. Ainda não sugerem resultados que abalem a política nacional, como a vitória de Luiza Erundina, então no PT, em São Paulo, em 1988. Mas preveem solavancos na base de sustentação da presidente Dilma Rousseff (PT) e novos rumos na oposição para o pleito geral de 2014.

Novidades
No topo das mais recentes pesquisas eleitorais, entraram em cena novos personagens, descolados dos tradicionais blocos tucanos e petistas. Na maior cidade brasileira, São Paulo, Celso Russomanno é o primeiro colocado nas sondagens, pelo nanico PRB – e com um discurso de ataques a PT e PSDB.

Em Belo Horizonte, Minas Gerais, na figura do prefeito Márcio Lacerda, e no Recife, em Pernambuco, com Geraldo Júlio, o PSB do governador pernambucano, Eduardo Campos, descolou-se do PT e também ocupa a dianteira das pesquisas.

Liderança
Considerados os dez maiores colégios eleitorais do país, o PSDB está em primeiro em apenas uma cidade, Manaus, no Amazonas. Os petistas disputam a liderança em Fortaleza, no Ceará, e Salvador, na Bahia. É pouco para uma dupla que há 18 anos domina a política nacional.

Sem polarizar
“Há um cansaço em relação à polaridade PT-PSDB, que, na verdade, atende apenas aos interesses desses dois partidos”,
afirma o cientista político Carlos Alberto de Melo, do Instituto de Ciência e Pesquisa (Insper). “A votação de Marina Silva, em 2010, já era reflexo disso. Ainda embarcam nessa histeria da polarização somente os mais fanáticos: os que odeiam a estética e os discutíveis métodos petistas e os que se ressentem do elitismo tucano. Mas esse eleitorado já foi maior, hoje talvez represente um terço.”

Da Revistas Época


Curtir: