Polêmica

Eudes Xavier admite não ter certeza sobre veracidade da denúncia e diz que sofre preconceito de Cid por ser “pobre e preto”

Eudes Xavier admite não ter certeza sobre veracidade da denúncia e diz que sofre preconceito de Cid por ser "pobre e preto"
Eudes Xavier admite não ter certeza sobre veracidade da denúncia e diz que sofre preconceito de Cid por ser “pobre e preto”

O deputado federal, Eudes Xavier (PT-CE), atendendo a requerimento dos deputados Fernando Hugo (PSDB) e Ely Aguiar (PSDC), prestou esclarecimentos na manhã desta sexta-feira (10/05) no plenário da Assembleia Legislativa, sobre as denúncias feitas por ele no plenário da Câmara dos Deputados, de suposto esquema de espionagem por parte do governador Cid Gomes (PSB) contra o ex-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa (PR).

Falou mas não explicou
Xavier falou bastante mas não explicou como recebeu os emails supostamente escritos por Cid Gomes. Ele voltou a ler as correspondências e disse que “se é verdade ou não, cabe a Polícia Federal dizer”. O parlamentar usou a tribuna para falar basicamente sobre a origem humilde e encerrou afirmando que o governador Cid Gomes tem preconceito contra ele ”por ser preto e pobre”. Ele ainda sugeriu aos deputados a abertura de uma Comissão Parlamentar de inquérito para apurar o caso. “Assinem a CPI para investigar o caso, sem medo”, desafiou

Bastidores
O plenário da Assembleia e as salas destinadas à imprensa, aos assessores parlamentares e convidados, ficaram lotados. A bancada de vereadores do PT na Câmara Municipal de Fortaleza compareceu em peso. Também passaram pelo plenário, o vereador Capitão Wagner (PR); o petista Elmano de Freitas, candidato à prefeitura na eleição passada; e o ex-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa.

Foco
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Albuquerque reclamou que Eudes Xavier estava “desviando o foco” da audiência ao criticar área da Segurança Pública ao invés de responder as perguntas.

“Girando”
Ao usar a tribuna da AL, Eudes Xavier falou sobre sua história de vida, sua família, infância na comunidade do Dendê e sua trajetória política. O parlamentar reafirmou as denúncias do suposto esquema de espionagem obtidas por meio de emails encaminhados ao seu gabinete e declarou que não tem como confirmar a veracidade das informações recebidas.

Reação
O líder do governo, deputado José Sarto (PSB), disse que os emails são falsificações “fajutas” e disparou: “O senhor faz um grande teatro. Não responde a nenhuma pergunta e não ajuda a Polícia Federal”. Por diversas vezes, Sarto cobrou a informação sobre a fonte das denúncias.  “Se quer contribuir com a investigação da Polícia Federal, o senhor tem o dever moral de falar quem lhe entregou os emails”, disse Sarto.

Fonte
Ele citou trechos da Constituição Federal que tratam sobre direito de sigilo da fonte de informações usadas no exercício parlamentar, para não informar quem teria entregue as denúncias contra Cid Gomes.

Dúvidas
Os deputados autores do convite a Eudes Xavier, Fernando Hugo (PSDB) e Ely Aguiar (PSDC), foram os primeiros a questioná-lo. Fernando Hugo afirmou que Eudes não esclareceu os fatos relatados no Congresso e questionou a veracidade dos documentos apresentados. Ely Aguiar pediu mais informações sobre a origem das denúncias, mas ficou sem resposta.

Provas
O deputado Augustinho Moreira, foi um dos que reclamou que as provas apresentadas pelo deputado federal são “insuficientes”, vistas do âmbito do Direito. “Esse tipo de prova, ilícita, que não vem de nenhum órgão ou instituição fere a Constituição”, completou.

CPI
Em resposta, Eudes Xavier afirmou que quem vai fornecer as fontes da denúncia é a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. “Assinem a CPI para investigar o caso, sem medo”, desafiou. Eudes disse, inclusive, que abre mão de seu sigilo pessoal para facilitar as investigações, e incitou o governador Cid Gomes a fazer o mesmo.


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