Ceará

Eunício cobra solução permanente para enfrentamento da seca

Eunício cobra solução permanente para enfrentamento da seca. Foto: Agência Senado

O senador Eunício Oliveira (PMDB-PE) cobrou uma solução estrutural e permanente para a seca no Nordeste, o que permitiria a convivência com o semiárido. Ele citou como exemplo da transposição do Rio São Francisco. “A vitória de países como Israel, que enfrenta uma secura pior que a nossa, mostra que ninguém está fadado a morrer de fome e de sede porque chove quase nada durante todo tempo”, disse, em pronunciamento no Senado.

Royalties
Para Eunício Oliveira, a solução para o problema da seca passa pelos novos critérios de distribuição dos royalties do petróleo, pelos quais todos os estados brasileiros, e não só os produtores, serão beneficiados financeiramente. Ele disse que, ao sancionar o projeto a presidente Dilma Rousseff “garantirá para si um lugar único na longa e dura história da emancipação econômica e social do povo nordestino”.

Seca
Eunício Olieira informou que quase todos os municípios do Ceará encontram-se hoje em estado de emergência. O estado atravessa a pior seca das últimas décadas e 174 dos seus 184 municípios estão em situação especial devido à estiagem, o que garantirá a mobilização do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, em âmbito local.

Prejuízos
Segundo o senador, 49 açudes no estado encontram-se abaixo da sua capacidade, dada a evaporação mais rápida em razão das temperaturas superiores a 40 graus, o que compromete o abastecimento e provoca a morte dos rebanhos. O senador acrescentou que a presente seca no Ceará reavivou a figura lendária do retirante, dada a quantidade de pessoas que se encontram à beira das estradas para fugir da estiagem.

“A triste imagem voltou a ser vista. Quem ainda conseguiu comprador para o gado para sobreviver, desfaz-se dos animais, reúne os pertences, a família, abandona o sítio, os parentes, rumo a futuro de insegurança nas cidades”, lamentou.

Consumo de água
Eunício Oliveira disse que o carro pipa do governo federal consegue levar água apenas para consumo humano, e que para abastecer os animais os produtores têm que pagar R$ 180 pela “carrada” de água, a exemplo do que ocorre em Madalena, o município mais afetado pela seca, em que se registraram apenas 144 milímetros de chuva em 2012, “seis vezes menos que a média regional, que já é ruim”.

Transferência
O esvaziamento de cidades interioranas inteiras agrava os problemas dos grandes centros urbanos e dificulta a recuperação econômica dos municípios, disse Eunício. O senador reconheceu, no entanto, que o rigor e a duração da seca no Nordeste teriam consequências mais trágicas se não existissem os programas de transferência de renda e as políticas de compensação por perdas na estiagem, a exemplo do Garantia-Safra.

Indignação
Eunício afirmou que milhões de famílias sertanejas que vivendo uma vida tão precária, aos caprichos do clima, em quase estado de marginalização, devem causar indignação em todos os brasileiros. “A seca sempre existirá. É preciso que construamos soluções estruturais permanentes”, reiterou.

Com informações da Agência Senado


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