Bastidores

Eunício defende candidatura única do MDB para o Senado

O presidente do Senado considera que é natural que haja disputa e acredita que haverá solução até a véspera

O presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira, defendeu candidatura única do MDB para disputar a sucessão de sua posição, na próxima sexta-feira (1º).

Ele conta que a disputa interna é uma marca do partido, mas que sempre chega a um acordo nas decisões mais importantes.

“Eu advogo candidatura única, eu nasci no MDB, tenho uma história de vida toda dedicada ao partido, o meu pai foi político lá na década de 60 pelo MDB. Eu fiz um apelo final pela unidade e disse isso lá dentro no sentido de que a gente faça a unidade da bancada. Quem vai ser o escolhido? Cabe à bancada que vai votar aqui no Plenário escolher o nome para ser o candidato a presidente do Senado pelo MDB”, pontua ele.

Reunião
A bancada da legenda se reuniu na terça (29) para definir os nomes dos candidatos à presidência da Casa e à liderança da sigla pelos próximos dois anos. A indicação para presidir o Senado poderá ir para Renan Calheiros (AL), que tem trabalhado a articulação para a vaga desde o último ano, e Simone Tebet (MS), atual líder da sigla, que também já confirmou candidatura. O nome de Renan tem força dentro do partido, mas Tebet enfrentaria menos resistência por parte dos demais senadores.

“Eu nasci dentro de um partido que sempre divergiu para convergir no final, então é natural que cada um tenha o seu próprio interesse, que cada um tenha a sua própria região, que cada um defenda o seu espaço político”, continua Eunício.

Voto
Questionado sobre a sua posição sobre voto aberto ou fechado nas eleições do Senado, o presidente afirmou que é cumpridor das regras. “Eu vou continuar defendendo a Constituição e defendendo o regimento da Casa, o que está escrito, não é interpretação”, ressaltou, em referência à regra especificada no regimento de que a votação deve ocorrer de modo secreto.

Supremo
No início de janeiro, uma liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli definiu que a votação no Senado terá votação secreto, conforme dispõe o Regimento Interno da Casa. A decisão ia contra o entendimento do ministro Marco Aurélio, de dezembro, que indicava inconstitucionalidade dessa regra.

Definição
A definição final do nome que disputará a eleição ficará, de fato, para quinta (31), véspera do pleito, segundo informou o presidente do MDB, senador Romero Jucá (RR). Ele, assim como Eunício, defende que haja um consenso dentro do partido, indicando um nome em específico entre os dois pretendentes. Ele conta, ainda, que a reunião de terça (29) foi apenas o primeiro de diversos diálogos entre os emedebistas, que estão trabalhando por uma unidade dentro da bancada na Casa. Ele não chegou a descartar, por outro lado, a possibilidade de haver candidatura avulsa, embora diga que espera que isso não ocorra.

Avulsa
Simone Tebet já havia declarado, em outra ocasião, que se candidataria à presidência mesmo caso fosse escolhido o nome de Renan para a disputa, optando por uma candidatura avulsa. Não é possível dizer ainda, no entanto, como ocorrerá o restante das articulações dentro da legenda até que haja uma definição. O PSDB já indicou que poderia apoiar a candidatura emedebista caso Tebet fosse escolhida como candidata, o que não ocorreria se Renan fosse o indicado.

Com informações do OE, via Agências


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