Eleições 2018

Evaldo defende união de frente popular nas eleições deste ano

Evaldo defende união de frente popular nas eleições deste ano. Foto: Genilson de Lima/CMFor

O vereador vereador Evaldo Lima (PCdoB) tem defendido a criação de uma frente “ampla popular e progressista em defesa da democracia”, visando as eleições deste ano. Segundo ele, com a desistência da candidatura presidencial de Joaquim Barbosa, do PSB e as incertezas “em face de posicionamento vacilante de Marina Silva, apoiadora de Aécio Neves, no segundo turno das eleições passadas”, agora “mais do que nunca”, é necessário uma unidade do campo progressista.

Ele destaca que o cenário atual aponta para, pelo menos, quatro candidaturas da esquerda, do campo progressista ou popular democrático: Ciro Gomes (PDT), Manuela D’Ávila (PCdoB), Guilherme Boulos (Psol) e Lula, ou outro candidato do PT. Na sua visão, nesse cenário “de diluição, de fragmentação, o campo progressista corre o risco de realizar um ‘abraço de afogados’, com o naufrágio de todas as candidaturas e um segundo turno entre a direita conservadora, ligada a Opus Dei com Alckmin e uma candidatura fascista”. “Esta seria a culminância da tragédia do Golpe do Brasil”, avalia.

Afinidades
Na opinião dele há mais afinidades que “dessemelhanças” entre os projetos. O vereador diz que “aquilo que aproxima e mais relevante do que aquilo que afasta”. Ele citou o estudo do professor do Departamento de Ciência Política da UFRJ, Theófilo Rodrigues. O especialista pontua que o Nacionalismo Desenvolvimentista, na tradição e Celso Furtado, tem Ciro Gomes como principal porta-voz e no mesmo segmento, o pré-candidato do Solidariedade, Aldo Rebelo. Destacou, ainda, a proposta de Guilherme Boulos (Psol), que aposta na superação do modelo “neodesenvolvimentista extrativista executado pelo lulopetismo”.

E ainda
Evaldo também ressaltou que “um caminho do meio por entre o desenvolvimentismo de Ciro e Aldo e o identitarismo do PSOL, foi tentado inicialmente pelo PT nos governos de Lula e Dilma, mas foi marcado pelo reformismo fraco, gradual”. O quarto e último projeto de esquerda, conforme Evaldo, é o programa formulado pelo PCdoB e representado pela candidatura de Manoela D’Ávila. “Essa candidatura busca construir um caminho alternativo que agregue tanto o desenvolvimentismo quanto às políticas identitárias”.

Com informações da CMFor


Curtir: