Nacional
Atualizado em: 02/08/2011 - 8:05 pm

Alfredo Nascimento na tribuna do Senado. Foto:José CruzABr

Em um discurso de quase 45 minutos, o senador Alfredo Nascimento (PR-AM) usou a tribuna nesta terça-feira (2) para se defender das acusações de irregularidades no Ministério dos Transportes, pasta que assumiu ainda no governo do presidente Lula, e da qual foi convidado a pedir demissão no último dia 6 de julho.

O senador afirmou que as denúncias contra ele são infundadas e não poderiam ser provadas. E avisou que, tão logo pediu demissão do cargo, protocolou na Procuradoria Geral da República um pedido de investigação de todas as acusações divulgadas pela imprensa desde o final de junho. O parlamentar também autorizou a quebra de seus sigilos bancário e fiscal para “apuração da verdade dos fatos”.

Dilma não cumpriu
Alfredo Nascimento afirmou ainda que renunciou ao cargo de ministro “no momento em que não recebeu do governo o apoio que havia sido prometido pela presidente Dilma”

Depois de explicar que manteve silencio nas últimas semanas para se defender apenas no Senado, por considerar a tribuna “o foro mais adequado para os esclarecimentos”, Alfredo Nascimento negou as acusações contra ele e contra seu filho Gustavo, assegurando que são “mentiras infundadas” e que vieram de um desafeto político do Amazonas. O senador avisou ainda que vai provar, na Justiça, sua inocência.

Eu não sou lixo, meu partido não é lixo. Somos homens honrados e tomarei as medidas cabíveis na Justiça para reverter danos impostos a mim e a meu filho”, disse o senador

“Meu Filho não é ladrão”
Denúncias publicadas na imprensa apontavam que, dois anos após ser criada com um capital social de R$ 60 mil, a Forma Construções, empresa de Gustavo e outros dois sócios, amealhou um patrimônio de mais de R$ 50 milhões, num crescimento de 86.500%.

Segundo Nascimento, é verdade que o ativo da empresa de seu filho era de quase R$ 53 milhões, mas o passivo também tinha valor semelhante – pouco mais de R$ 50 milhões.

“O que os meus detratores se esqueceram de informar, induzindo o jornal ao erro, é que a Forma também registrou passivo de R$ 52 milhões. E todo mundo sabe que o patrimônio líquido de uma empresa é formado pela diferença entre ativos e passivos. Em outubro de 2009, Gustavo vendeu sua parte. E o patrimônio líquido da Forma era inferior a R$ 2 milhões, que foram divididos entre os três sócios. Meu filho não é ladrão. Eu vou provar e vou buscar a correção desta injustiça que cometeram com ele”, afirmou o senador.

Com informações da Agência Senado

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