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Fernando Henrique define 2013 como “ano do PSDB” e tucanos lançam candidatura de Aécio

O cearense Tasso Jereissati é o presidente do Instituto Teotônio Vilela. Foto: Divulgação

O  ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que 2013 será “o ano do PSDB”. FHC fez a declaração durante o seminário“Faça um bom mandato: informações e reflexões para a gestão municipal”, que a legenda promove nesta segunda-feira (3), em Brasília.

A atividade reuniu perto de 500 prefeitos tucanos eleitos em outubro. O presidente da sigla, deputado federal Sérgio Guerra (PE), o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o presidente do Instituto Teotônio Vilela (ITV), Tasso Jereissati, além de outros parlamentares e representantes, também participaram da atividade.

Aécio 2014
Durante o encontro, SOS tucanos lançaram a candidatura de Aécio Neves à Presidência, em 2014. Sérgio Guerra, inclusive, antecipou que o senador, já em maio de 2013, assumirá a presidência nacional do PSDB

PT x PSDB
Segundo FHC, no ano que vem o partido deverá reforçar seu legado, enfatizar as posturas que defende e deixar claro, para a sociedade, as diferenças que há entre os tucanos e o Partido dos Trabalhadores (PT). E, em uma etapa seguinte, terá condições de exibir à sociedade sua candidatura para o executivo.

Diferenças
Ele enfatizou que as diferenças se baseiam em dois pilares: ética e eficiência. Para FHC, o PT deu uma nova feição à prática da corrupção, ao encarar os desvios como “missão partidária”; “o que nós, do PSDB, enxergamos como crime”, comparou. Em relação à eficiência, Fernando Henrique delineou uma série de práticas equivocadas dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, como a falha na universalização do saneamento, o enfraquecimento das agências reguladoras e o decréscimo do valor de mercado e da produção da Petrobras. “O excesso de interferência política fez com que a Petrobras vivesse um prejuízo superior a R$ 100 bilhões”, declarou.

“Desrespeito”
O ex-presidente também definiu como característica do PT o “desrespeito ao profissionalismo”. Para ele, as gestões de Lula e Dilma privilegiaram, antes da eficiência, as filiações partidárias e uma visão ideológica não condizente com os desafios atuais da administração pública, reafirmando que o PSDB precisa, ao longo de 2013, “mais escutar do que dizer”, definindo como missão a intenção de ouvir seus filiados e a população, para alinhar-se à sociedade.

Oposição
Aécio Neves, no discurso para os prefeitos eleitos, enfatizou que a sigla deve aprimorar sua postura como a principal força de oposição do país. “Vamos construir um projeto alternativo e levá-lo à população”, disse. O senador recordou que, durante o período eleitoral de 2012, viajou pelo Brasil para apoiar candidatos tucanos e de siglas aliadas, identificando, em diferentes locais do país, um discurso semelhante: o de que os candidatos ligados ao PT teriam mais facilidade de ajudar a população, por um suposto afinamento com o governo federal. “É a isso que precisamos continuar nos opondo”.

E ainda
Tasso Jereissatti ressaltou que, ainda com quase 10 anos no poder federal, o PT recorre ao PSDB para justificar as falhas e desvios de sua gestão. “É impressionante como continuam indo para cima do governo FHC sempre que algum escândalo estoura”, declarou.


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