Ceará

Fernando Hugo critica proposta da criação de Plano Popular de Saúde

Fernando Hugo critica proposta da criação de Plano Popular de Saúde

O deputado Fernando Hugo (PP) criticou, durante sessão da Assembleia Legislativa desta sexta-feira (10/03), a proposta do Ministério da Saúde para a criação do Plano Popular de Saúde.

De acordo com o Ministério da Saúde, os planos populares seriam disponibilizados a preços mais baixos, porém com cobertura menor do que o exigido hoje pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Um grupo de trabalho criado pelo órgão elaborou três propostas de modelo para que foram enviadas para a avaliação da ANS, incluindo um plano que não cobre internação, urgência, nem exames de alta complexidade.

Baixa cobertura
Para Fernando Hugo, a criação de um plano de saúde popular, mesmo que a baixo custo, em nada resolverá a situação crítica da saúde pública do País. “Vão ofertar uma consulta médica ambulatorial. Aí o médico vai solicitar exames e prever as medicações. Onde o paciente vai conseguir fazer esses exames e os medicamentos? Ele já não tem dinheiro para nada, vai pagar um plano que só lhe oferece um benefício? Isso é uma enganação”, condenou.

Inconstitucional
Além da baixa cobertura, o parlamentar apontou como crime o fato de cobrar algum valor da população por um direito constitucional. “A quem interessa a criação desse plano? Ele fere integralmente a Constituição e o que prevê o SUS. Se o Conselho Federal de Medicina é contra essa criação, com certeza ela não merece atenção de nenhum profissional da saúde”, salientou Fernando Hugo.

Requerimento
O deputado informou que elaborou requerimento que será encaminhado ao ministro da Saúde, Ricardo Barros, para que a proposta sequer entre em tramitação. “Espero que ele pense nos 160 milhões de usuários do SUS e esqueça esse absurdo. Isso é enganador. Vai tirar mais recursos de quem já não tem”, alertou.

“Insanidade”
Na ocasião, o deputado Roberto Mesquita (PSD) parabenizou o colega Fernando Hugo pela atitude e classificou a criação do plano como uma insanidade. “Porque não se cria uma comissão para acompanhar o SUS por seis meses, com o objetivo de apontar as reformas que ele necessita? É melhor corrigir o que já temos”, sugeriu.

Com informações da AL


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