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Fiesp lança jurômetro, nos moldes do impostômetro

Além de mostrar quanto pagamos de juros, o jurômetro indicará ainda o que poderia ser feito com aquele volume de recursos. Foto: Reprodução do site

A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) lançou na terça-feira (29) um placar que mostrará quanto o governo está pagando em juros. O jurômetro, que funcionará nos moldes do já conhecido impostômetro, da Associação Comercial de São Paulo, existe apenas na internet, mas a ideia é que painéis sejam instalados na sede da federação, na avenida Paulista, em São Paulo, e em Brasília, num local próximo ao Banco Central, no início do ano que vem.

No seu lançamento, o jurômetro marcava R$ 216 bilhões em juros pagos neste ano. Segundo Ricardo Roriz, diretor de competitividade da Fiesp, até o fim do ano o placar deveria apresentar despesas de R$ 240 bilhões. Mas a decisão a ser tomada pelo Copom (Comitê de Política Monetária) nesta quarta-feira (30) sobre a taxa básica de juros, a Selic, pode fazer cair um pouco essa despesa. A aposta de analistas do mercado financeiro é de que o BC anuncie um corte da taxa, de 11,5% ao ano para 11%.

Segundo Paulo Skaf, presidente da Fiesp, isso fará o resultado do jurômetro recuar, mas não soube precisar. “O jurômetro mostra o placar com a taxa de juros praticada hoje. Ele será atualizado se a taxa de juros cair”, disse.

O custo dos Juros
Além do valor pago em juros pelo governo, o jurômetro indicará ainda o que poderia ser feito com aquele volume de recursos. Na manhã do lançamento, seria possível construir 3,4 milhões de casas populares ou pagar o equivalente a 800 milhões de benefícios do Bolsa-Família.

Segundo Skaf, o objetivo é dar visibilidade a essa despesa. “Muita gente não entende a implicação da reunião do Copom, da decisão de subir ou baixar juros.”

Pressão pela queda
Para a Fiesp, a taxa básica de juros poderia cair para 6% ao ano, segundo a entidade, patamar semelhante ao praticado em outros países. Skaf lembrou que a presidente Dilma Rousseff assumiu compromisso de reduzir os juros em seu governo e que espera, com a iniciativa, aumentar a pressão sobre a autoridade monetária.

“Espero que dê para os funcionários do Banco Central verem de sua janela o jurômetro e tomara que se impressionem. Se se impressionarem, será muito bom”, afirmou Skaf.

Para acessar o jurômetro, clique aqui.

Com informações da Folha.com


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