Ceará

Fora do ninho: Fernando Hugo e Marcos Cals deixam o PSDB

Fora do ninho: Fernando Hugo e Marcos Cals deixam o PSDB. Os dois disputaram a prefeitura de Fortaleza em 2012.
Fora do ninho: Fernando Hugo e Marcos Cals deixam o PSDB. Os dois disputaram a prefeitura de Fortaleza em 2012.

O deputado estadual Fernando Hugo Colares e o ex-presidente do PSDB no Ceará, Marcos Cals, decidiram trocar de partido para disputar a eleição do próximo ano. Outro que deixou a legenda, foi o ex-vereador Idalmir Feitosa. A decisão é uma estratégia na corrida eleitoral.

A informação foi confirmada pela assessoria do partido. Fernando Hugo e Idalmir Feitosa já entregaram os pedidos de desfiliação, enquanto Marcos Cals deve apresentar o documento nas próximas horas.

FHC
Os três ainda não confirmam a adesão a um novo partido, mas nos bastidores a informação é de que Fernando Hugo siga para o recém criado Solidariedade. A legenda, articulada pelo deputado Paulinho da Força, dará apoio a candidatura de Aécio Neves (PSDB) para a presidência da República. Assim, Fernando Hugo poderá continuar com discursos fortes contra o governo Dilma.

Cals
Já Marcos Cals, que disputou as últimas eleições como candidato do PSDB ao governo e à Prefeitura de Fortaleza, tem mantido conversas com o senador Eunício Oliveira, presidente do PMDB no Ceará e possível candidato a sucessão de Cid Gomes. Antes de anunciar a decisão, Cals conversou com Tasso Jereissati (PSDB).

Idalmir
Idalmir Feitosa apresentou o documento de desfiliação ao Diretório Estadual da legenda nesta terça-feira (01) e comunicou o fato à Justiça Eleitoral. Atualmente, Idalmir Feitosa é procurador geral do Município de Maracanaú.

Ficar é “suicídio”
Em entrevista para o blog Política com K, o parlamentar explicou que, fundamentalmente, sua saída do ninho tucano se dá pelo fato do ex-senador Tasso Jereissati não demonstrar publicamente que será candidato em 2014. O que, segundo ele, traz uma insegurança política ao partido e seus filiados, uma vez que o PSDB passa por um “profundo estado de esvaziamento”. E, portanto, ficar na legenda seria um “suicídio político” daqueles parlamentares que desejam disputar uma vaga no ano que vem.


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