Eleições 2014

Gastos de campanha no país crescem 382% em duas décadas

11 candidatos disputam a presidência da República. Montagem: folhavitória
11 candidatos disputam a presidência da República. Montagem: folhavitória

Os 11 candidatos que vão concorrer à Presidência da República registraram no início de julho o limite de despesas de R$ 916 milhões para as campanhas deste ano. Embora se trate de uma previsão, o número representa um aumento de 382% em relação à disputa de 1994, a primeira na qual empresas puderam financiar as campanhas, quando os oito postulantes ao Palácio do Planalto gastaram R$ 190 milhões em valores atualizados.

Comparando
Entre 1994 e 2010, o custo das eleições presidenciais cresceu 85%, de R$ 190 milhões para R$ 352 milhões. Se comparado com a eleição de 1989, quando as doações de pessoas jurídicas eram proibidas por lei e 17 dos 22 candidatos registraram gastos de R$ 74 milhões em valores de hoje, o teto estipulado pelos partidos em 2014 representa um aumento de 1.138%.

 A “culpa” é da TV
A solução para o alto custo das campanhas eleitorais no Brasil é acabar com o horário eleitoral na TV. No lugar da propaganda, os candidatos participariam de debates temáticos, transmitidos em cadeia pelas emissoras, com o mínimo de regras, nos quais discutiriam livremente propostas e soluções para problemas de interesse da população.

O autor da proposta polêmica não é um ativista ou um cientista político, e sim o publicitário Duda Mendonça, um dos mais valorizados marqueteiros eleitorais do País, cujo portfólio inclui políticos que vão de Paulo Maluf (PP) a Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Hoje, ele cuida da candidatura de Paulo Skaf (PMDB) ao governo de São Paulo.

Com informações do Estadão.com


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