Economia

Graça Foster assume a presidência da Petrobras prometendo continuidade

Foto: Agência Brasil

Maria das Graças Foster foi empossada nesta segunda-feira (13) na presidência da Petrobras, prometendo uma administração de continuidade pautada pelo diálogo e “sem descuidar um só instante” das questões de segurança operacional e ambiental. Ela também ressaltou o fato de ser a primeira mulher indicada para comandar uma das maiores empresas de petróleo do mundo. “É uma grande responsabilidade”, disse.

A cerimônia de posse de Graça Foster contou com as presenças da presidente da República, Dilma Rousseff, de oito ministros de Estado e oito governadores, entre outras autoridades. Ela é engenheira química e funcionária de carreira da Petrobras, onde ingressou como estagiária há mais de 30 anos.

No campo externo, Graça Foster declarou que a intenção é fortalecer as relações com os parceiros da América Latina e da África, sem, contudo, descuidar das relações multissetoriais que a empresa tem com 27 países. A nova presidente da Petrobras prometeu dar atenção ao conteúdo brasileiro nas contratações para toda a companhia e lembrou que a estatal tem investimentos no montante de US$ 224,7 bilhões e uma estimativa de produção de 6 milhões de barris diários até 2020. “Então, temos a escala necessária para ver prosperar a indústria de bens e serviços no Brasil”.

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Sergio Gabrielli se despede do cargo
O ex-presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, despediu-se do cargo que exerceu de 2005 a 2012, elogiando sua sucessora. Ele definiu Graça Foster como “uma pessoa de extrema capacidade, lealdade e companheirismo. É uma craque. Pena que é Botafogo”, disse, fazendo alusão ao time do coração da nova presidente da estatal.

 Gabrielli declarou sair da empresa com a sensação do dever cumprido. “Foi duro, mas venci”, disse, elencando entre outras vitórias alcançadas em sua gestão a autossuficiência na produção de petróleo, a expansão dos investimentos em petroquímica e refino, a política de conteúdo nacional, a elevação dos patrocínios culturais e sociais, a descoberta de petróleo no pré-sal, e a capitalização da empresa, “a maior da história mundial”.

Com informações da Agência Brasil