Polêmica
Atualizado em: 26/05/2011 - 1:26 am

A passagem do Ministro da Educação por Fortaleza, na quarta-feira (25), contribuiu para deixar algumas dúvidas no ar. Decidi separar trechos com declarações de Fernando Haddad durante entrevista coletiva à imprensa e agora divido com vocês.

A reportagem completa sobre a visita de Haddad pode ser vista no post anterior, mas agora destaco dois temas: O Piso Nacional dos Professores e a polêmica dos livros distribuídos pelo MEC com erros de português. 

Piso dos Professores
Vamos começar com o Piso Nacional dos Professores.  Haddad destacou a importância do Piso, mas disse que o Ministério não pretende impor nenhuma restrição como forma de cobrança a Estados e municípios que não seguem a Lei.

O Ministro justificou :

“Temos que ter cautela porque trata-se de uma novidade no Brasil”,ponderou Haddad.

Comento
Como assim? Afinal de contas, para que serve a Lei aprovada no Congresso, sancionada pelo governo Federal e confirmada pelo Supremo Tribunal Federal? No caso do Ceará, pra nada. Ou melhor, até serve pra ajudar a eleger uns e outros, mas na hora de colocar mais dinheiro no bolso do professor, a história é bem diferente.

Acompanhe a declaração do Ministro Fernando Haddad sobre o pagamento do Piso Nacional dos professores:

Livros e Erros
A polêmica é das boas. Mas o Ministro Fernando Haddad quer dar o caso por encerrado.

“Ela tá superada para as pessoas que leram o livro”, disse ao ser questionado sobre o assunto.

Pra situar
O Programa Nacional do Livro Didático, do Ministério da Educação, distribuiu cerca de 485 mil exemplares de publicações que fazem a defesa do uso da língua popular, mesmo que com “incorreções”. Os livros foram distribuídos para estudantes do ensino fundamental e médio e divide opiniões.

O MEC defende uma mudança do conceito de se falar certo ou errado para o que é adequado ou inadequado.

Exemplo
“Posso falar ‘os livro’?’ Claro que pode, mas dependendo da situação, a pessoa pode ser vítima de preconceito linguístico” – diz um dos trechos da publicação da coleção “Viver, aprender” (“Por uma vida melhor”).

Açodamento
Em passagem pelo município de Redenção, no Ceará, Fernando Haddad, rebateu as críticas.

“As pessoas não leram o livro. Eu acho deselegante você criticar um livro sem ler.  Mas nesse caso, houve um açodamento por parte de algumas, não especializadas no assunto, que se pronunciaram”, enfatizou.

O Ministro ainda justificou os erros afirmando que a publicação “parte da linguagem popular e ensina a língua culta”.

“Professorinha”
Segundo o ministro, no site do MEC é possível encontrar artigos de dezenas de acadêmicos “que se pronunciaram contrariamente àqueles que queriam acuar uma professorinha que há vinte anos se dedica a educar adultos”, disparou.

Acompanhe a declaração do Ministro Fernando Haddad sobre a polêmica dos livros distribuídos com erros de português:

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