Nacional
Atualizado em: 27/04/2011 - 10:46 am

Foto: Agência Brasil

Dos 20 maiores aeroportos brasileiros, 14 funcionaram acima do limite em 2010, e mesmo se as obras planejadas pela Infraero visando a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 forem concluídas, não atenderão o aumento previsto no volume de passageiros em 13 aeroportos, que continuarão defasados. Entre os anos de 2003 e 2010, esse movimento saltou de 71 milhões de passageiros por ano para 154 milhões, um crescimento de 117% em oito anos.

Esse é o resultado de um estudo apresentado nesta terça-feira (26) em audiência pública da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI). A Nota Técnica, intitulada “Aeroportos no Brasil: investimentos recentes, perspectivas e preocupações”, foi elaborada pelos técnicos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Carlos Álvares da Silva Campos Neto e Frederico Hartmann de Souza.

Campos Neto disse que não é preciso esperar 2014 para que os problemas dos aeroportos apareçam. As deficiências já seriam perceptíveis hoje. Ele observou que, após a queda do avião da GOL, não houve um esforço significativo para saná-las. O técnico do Ipea assinalou que, de acordo com dados da própria Infraero, os investimentos programados são insuficientes e devem ter o mesmo percentual de aplicação dos anos anteriores.

“O plano de investimentos da Infraero não vislumbra uma projeção adequada para o aumento da demanda”, afirmou.

Com informações da Agência Senado

Comento
O problema maior para alguns gestores é que, neste caso, discursos inflamados, promessas mirabolantes e sequer um possível lançamento de um PAC dos aeroportos, resolveria a situação.

A FIFA estipula metas e quer resultados, obras concluídas. Simples assim.

Pior é que pelo ritmo das obras e ações efetivas, nem mesmo o festival de dispensas de licitações, que está prestes a começar, vai ajudar a reverter a defasagem dos aeroportos brasileiros.

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