Cassado

Ipú: Vereadores adiam sessão contra ‘Fabuloso’ com medo de represália

Os vereadores pediram mais tempo para a instalação da comissão que pode cassar o mandato do vereador "Fabuloso". Foto: Fagner Freire

Temendo pela própria vida, os vereadores de Ipu (Região da Ibiapaba) adiaram a sessão desta sexta-feira (30) na Câmara Municipal. Na pauta do expediente estava marcada a instalação da comissão processante para julgar o pedido feito pelo Ministério Público Estadual, sobre a cassação do vereador Fábio Borges, o “Fabuloso”.

Os parlamentares pediram um aumento do prazo para que pudessem aprofundar a análise do processo. A nova data para instalação da comissão foi agendada para a próxima sexta-feira (7). Nenhum dos nove vereadores da cidade manifestou interesse em participar da comissão. Opedido tem que ser julgado em 90 dias desde a solicitação feita pelo MP.

Leia mais:
Ministério Público pede cassação do vereador “Fabuloso”, em Ipú

Mesmo foragido da Justiça, Fabuloso é visto com frequência pela cidade. Ele é acusado de dois crimes (homicídio e assalto) pelos quais tem mandado de prisão expedido. O prefeito Sávio Pontes foi ameaçado de morte pelo vereador e precisa de escolta policial para sair de casa.

Fábio Borges está afastado do legislativo desde setembro do ano passado, quando sofreu um atentado. Ele continuaria recebendo o salário de R$ 3.700 pago aos vereadores de Ipú.

O que diz a Câmara
A Câmara Municipal do Ipú enviou comentário à Coluna afirmando que o vereador Fábio Borges “não se encontra na cidade nem tao pouco esta percebendo R$ 3.700,00 (tres mil e setecentos reais), posto que o mesmo encontra-se de licença para tratar de assuntos de interesse particulares”.

Ainda segundo o Legislativo, o vereador “Fabuloso” está “afastado desde setembro do ano passado quando sofreu o atentado, ficado de licença para tratamento de saude (percebendo pelo inss) onde permanenecu até o mes de junho deste ano (2011) sobre licença medica que após cessado o prazo o mesmo pediu licença para tratar de assuntos particulares sem remuneração”.

Com informações do repórter Ricardo Lima


Curtir: