Ceará

“Isso é picuinha desse rapazinho”, diz Cid Gomes sobre procurador de Contas do TCE que questiona cachê de R$ 650 mil para Ivete Sangalo

Cid Gomes
Cid Gomes durante entrevista à imprensa (Foto: Kézya Diniz)

“Isso é picuinha desse rapazinho lá do Ministério Público de Contas”. Foi assim que o governador Cid Gomes resumiu a ação do procurador-geral do MP de Contas (MPC) do Tribunal e Contas do Estado, Gleydson Alexandre, responsável pelo questionamento, junto ao TCE, do cachê de R$ 650 mil que será pago à cantora Ivete Sangalo, pelo show de inauguração do Hospital Regional da Zona Norte (HRN), na última sexta-feira (18), em Sobral.

Pago sim!
O MPC pediu que a Casa Civil não efetuasse o pagamento e contestou os valores. Mas nesta terça (22), durante entrevista à imprensa, o governador disse que o pagamento à artista ainda não foi feito por questões burocráticas, mas confirmou que o Estado vai pagar  cachê para Ivete Sangalo. “Vai ser pago sim. Não tem nenhuma irregularidade”, enfatizou.

Vitrine
Cid Gomes ainda insistiu que o questionamento tem como objetivo dar vitrine ao procurador-geral de contas. “O que é o (procurador-geral do) Ministério Público de Contas? É um garoto que deseja aparecer e fica assim criando caso. O MP é uma parte. Ele entrou com uma ação, o presidente do Tribunal indeferiu e aí, pra ganhar mídia, pra ficar aparecendo na imprensa, fica fazendo recurso”, destacou o governador.

Opinião
O governador também disse que o questionamento do MPC está baseada na opinião pessoal do procurador que estaria “inventando coisas” para se auto promover. Cid Gomes ressaltou que a posição do Ministério Público de Contas não tem nenhum poder de decisão.

“Não tenho nada o que fazer, enquanto uma pessoa fica inventado coisas. O Ministério Público de Contas não é decisório. Ele fica levantando questões, conforme opiniões pessoais Sua opinião [do MP] vale tanto quanto a sua opinião [dos repórteres], quanto a minha opinião, ou de qualquer outro cidadão. Apenas é a opinião dele. Ele [o procurador] acha que está errado. O prosidente do Tribunal liminarmente mandou arquivar o questionamento. A auditoria do Tribunal da afirmou que não tem nada de errado. Enfim, o que posso fazer?” questionou Cid Gomes concluindo o assunto.

Preço
O MPC contesta a análise da equipe técnica do TCE que não identificou problemas na justificativa dos preços para a contratação da cantora.  Em nota, o órgão afirmou que a equipe de inspeção verificou os valores pagos anteriormente à artista com base em pesquisas pela internet. “ O Ministério Público de Contas também utilizou da rede de computadores para verificar a compatibilidade do preço contratado com os valores de mercado. Foram encontradas as seguintes contratações públicas da artista no ano de 2012, com preços variando de R$ 400 mil a R$ 500 mil”, informa.

Alta estação
Cid Gomes também ponderou que o valor cobrado por Ivete poderia variar conforme a estação do ano e avaliou que é “normal” que no mês de janeiro, alta estação, os artistas cobrem valores maiores para as apresentações.


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