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IstoÉ: CPI Paralela

Senador Pedro Simon é um dos idealizadores da CPI Paralela. Foto: Agência Senado

A revista IstoÉ que chega as bancas de todo o país neste final de semana destaca a formação da chamada “CPI Paralela”. A ideia dos parlamentares que idealizaram a investigação é buscar informações e colher depoimentos que não “passam” na CPI oficialmente instalada para investigar o suposto esquema de corrupção chefiado pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira. Acompanhe a reportagem:

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Na tarde de quarta-feira 20, no canto esquerdo do plenário do Senado, três parlamentares discutiam a realização de um trabalho paralelo à CPI do Cachoeira, que não se mostra disposta a desvendar o submundo das relações de políticos e empresários com o contraventor Carlinhos Cachoeira. O grupo era formado pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) e pelos senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Pedro Taques (PDT-MS).

Sem conchavos
Depois de quase meia hora de conversa, o acordo foi selado. A fim de driblar os conchavos de bastidores feitos pelos partidos para que não se descubra nada além do que já consta nos inquéritos policiais, o trio resolveu colher depoimentos de personagens considerados fundamentais para a investigação, mas que estavam sendo barrados pela CPI oficial.

Acesso
Outra decisão dos parlamentares, idealizadores da CPI alternativa, foi a de facilitar o acesso dos parlamentares a documentos relativos ao inquérito. Graças a esse discurso, a CPI paralela conquistou adeptos nos últimos dias. Nas contas de Miro, Simon e Taques, cerca de 30 parlamentares, dentro e fora da CPI do Cachoeira, já apoiam as ações do grupo e planejam se juntar a ele.

Homem-bomba
A primeira tarefa da recém-batizada CPI paralela será ouvir nos próximos dias o homem-bomba do Dnit, Luiz Antônio Pagot, que revelou à ISTOÉ, no mês passado, como o departamento foi pressionado, tanto por PT como PSDB, para arrecadar dinheiro para campanhas eleitorais. Em conversa com o senador Pedro Simon na quinta-feira 21, Pagot disse que não pretende dar um depoimento a uma comissão informal porque pareceria uma afronta aos parlamentares que compõem a CPI em funcionamento.

Coletiva
A alternativa apresentada por Simon e aceita por ele foi a convocação de uma entrevista coletiva a ser marcada para esta semana. Seria uma tentativa de jogar luz nas negociatas dos partidos com a empreiteira Delta, forçando reações da própria comissão e dos órgãos de fiscalização. “Achamos que essa é uma saída interessante. Pagot não gostou da ideia de CPI paralela, mas aceita falar o que sabe em uma coletiva. É nisso que vamos focar. Se os fatos forem divulgados, não haverá como ignorá-los. Creio que ninguém vai querer correr o risco de sofrer um desgaste ainda maior com a opinião pública”, conta Simon.

Da revista IstoÉ


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