Nacional

ISTOÉ: Revisor deve dizer que Mensalão era só caixa eleitoral

Mesma tese defendida por Lula e pelo PT pode chegar ao STF com o relatório do ministro Ricardo Lewandowski. Assim, José Dirceu estaria livre do crime de formação de quadrilha, informa a revista IstoÉ

A revista IstoÉ que chega as bancas de todo o país neste final de semana dá destaque ao julgamento do mensalão. Acompanhe: No dia 2 de agosto, o Brasil começa a acompanhar o julgamento no Supremo Tribunal Federal de um dos maiores casos de corrupção da história do País.

Lewandowski
Com a corte completa com seus 11 integrantes e a tendência anunciada de condenar os personagens do escândalo, poucos votos vão chamar tanto a atenção como o do ministro-revisor Ricardo Lewandowski. Conforme apurou ISTOÉ com pessoas próximas ao revisor, os argumentos do seu relatório estão afinados com a defesa de petistas acusados de participar do esquema e com o discurso do ex-presidente Lula.

Por isso, a tendência é de que Lewandowski diga que não houve compra sistemática de apoio de deputados ao governo Lula, e, sim, crime de caixa 2.

Contraponto
O texto concluído pelo revisor na terça-feira 26 é um contraponto ao voto do relator Joaquim Barbosa. Vai trazer observações sobre falhas pontuais de procedimento que podem ter restringido o direito à defesa dos réus. Também irá tratar algumas acusações como genéricas, classificando-as de incapazes de especificar como alguns mensaleiros teriam cometido os crimes atribuídos a eles.

Favorável aos réus?
Apesar de evitar falar sobre o assunto, Lewandowski tem dito que é um juiz coerente e que seu relatório segue a “congruência dos seus posicionamentos”. A autodefinição do ministro significa um sinal ainda mais favorável aos réus, tendo em vista a sequência de críticas que ele lançou contra o Ministério Público durante o julgamento que recebeu a denúncia, em agosto de 2007.

Da IstoÉ


Curtir: