Polêmica

Ivo Gomes é testemunha de Guimarães no caso dos “dólares na cueca”

O chefe de gabinete do Governador, Ivo Ferreira Gomes, é citado como testemunha de defesa do deputado federal José Guimarães (PT), no caso do escândalo dos dólares na cueca. Ivo foi mencionado como testemunha para o depoimento marcado nesta quarta-feira (7), a partir das 9h, na 10ª Vara da Justiça Federal, no Centro de Fortaleza.

Participação de Guimarães
Para o Ministério Público Federal, os dólares encontrados em 2005, na cueca de Adalberto Vieira, então assessor de José Guimarães, eram uma propina que o deputado petista iria receber por intermediar um financiamento entre um consórcio de energia e o Banco do Nordeste do Brasil.

Segundo ministério Público Federal, a quebra do sigilo telefônico dos investigados mostra que, ao ser preso, Adalberto Vieira, que era assessor parlamentar de Guimarães, ligou para Kennedy Ramos, então assessor especial da presidência do Banco do Nordeste. Na sequência, Kennedy realizou diversas ligações para o deputado José Guimarães e para o escritório de advocacia contratado para fazer a defesa de Adalberto.

Testemunho de Ivo
O Jangadeiro Online tentou ouvir Ivo Gomes, mas foi informado pela  assessoria que o secretário estava viajando. A assessoria disse ainda que Ivo não recebeu nenhuma notificação da Justiça Federal e que, caso fosse depor, o secretário iria optar pela carta precatória, escolhendo horário, local e dia para prestar depoimento.

Depoimento de Guimarães
O deputado federal Guimarães será ouvido em Brasília, por meio de Carta Precatória, instrumento pelo qual o juiz solicita a outro para que realize determinado ato processual na jurisdição que este atua.

Em decorrência do mandado de deputado, o réu tem a prorrogativa de ser ouvido no município da residência onde exerce sua função de Deputado Federal, podendo resignar dia, hora e local para ser ouvido.

Audiência restritas
As audiências são restritas aos envolvidos, já que a ação corre em segredo de justiça. Isso significa que os autos dos processos não serão divulgados, apesar das decisões e sentenças serem públicas. Esse procedimento foi adotado, pois o processo envolve quebra de sigilo fiscal, bancário e telefônico dos suspeitos envolvidos no caso. No entanto, as decisão são públicas.

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