Entrevista
Atualizado em: 11/04/2011 - 1:44 pm

O senador Eunício Oliveira (PMDB) atendeu ao convite para entrevista à coluna PolitiKa e veio até o Sistema Jangadeiro.  No bate papo, o senador falou sobre a disputa eleitoral em 2012, disse que Luizianne Lins (PT) poderia ter feito “muito mais” pela cidade e que, apesar das divergências, avalia que Juraci Magalhães foi “o melhor prefeito da história de Fortaleza”.

Eunício também defendeu a manutenção da aliança eleitoral, firmada em 2006 e ampliada em 2010, desde  que “os parceiros sejam ouvidos e que ninguém coloque previamente definições à mesa”. A permanência do PMDB  vai depender da atenção que o partido receber na composição da chapa majoritária e a candidatura própria não está descartada, seja com um nome da sigla que “venha a ser o consenso para a prefeitura” ou como uma estratégia eleitoral.

“Essa não será uma eleição de primeiro turno, será uma eleição de dois turnos. Então essa mesma aliança pode fazer um entendimento entre os seus partidos que cada um vai ter a candidatura e o que tiver a melhor condição ou que for para o segundo turno os outros podem apoiar”, revelou Eunício.

A conversa com Eunício Oliveira ainda passou por outros temas, como o desejo “natural” de governar o Estado. Os principais trechos desse bate-papo com o senador cearense, você acompanha abaixo:

Sucessão Municipal
Logo no início da entrevista, ao falar sobre sucessão municipal, Eunício Oliveira explicou porque evita citar nomes de possíveis candidatos. “É muito cedo ainda pra que a gente se posicione de forma oficial. Eu sou presidente estadual do partido e qualquer palavra dita aqui se torna uma palavra, não minha, mas uma palavra oficial do partido”, disse.

Aliança Eleitoral
Mas ressaltou que, em princípio, defende a manutenção da aliança eleitoral que reelegeu Luizianne Lins (em 2008) e Cid Gomes (em 2010) . “Aliancista que sou, quero obviamente preservar essa aliança, mas preservar de uma maneira em que os parceiros sejam ouvidos e que ninguém coloque previamente definições a mesa, porque senão não tem sentido se fazer uma conversa quando as pessoas já tem as suas posições definidos”, ressaltou.

Eunício ainda revelou que já foi cobrado para oficializar a candidatura do PMDB para a sucessão do município, mas disse que está tranquilo. “O PMDB tem tamanho, dimensão, tem história , tempo de televisão, tem apelo popular e já governou essa cidade por várias vezes, portanto acho que é natural que o PMDB deseje colocar nomes à mesa para essa sucessão da prefeita Luizianne”.

Candidatura Própria
Para Eunício, “time que não disputa campeonato, perde a torcida e fica esquecido. Partido que não disputa a eleição, perde o eleitor e perde a torcida”.

“Há uma orientação do PMDB nacional, em decisão da executiva, que o partido dê a preferência pela candidatura própria, mas isso não nos obriga a ter uma candidatura própria. Obviamente que dentro dessa aliança o PMDB pode ter, inclusive, um candidato que venha a ser o consenso para a prefeitura municipal de Fortaleza. Eu quero, como disse, preservar a aliança , mas quero também preservar a dimensão, o tamanho e a história do meu partido ”.

Jogo de Paciência
O senador afirma que o PMDB vai ter a paciência e “sentimento democrático” de conversar com todos os parceiros de aliança antes de uma definição. “Eu sou aliado do governador Cid Gomes e tenho certeza que ele me tem como aliado. Eu apoiei a eleição da prefeita Luizianne e espero que ela me tenha como aliado. Agora isso não quer dizer que o fato deu ser aliado, eu tenha que me submeter, ou submeter o meu partido a uma posição onde o partido não possa ter a possibilidade de apresentar seus nomes”.

Sem Consenso?
Ainda durante entrevista, Eunício afirmou que se não houver consenso “é legítimo” que o PMDB apresente um nome. “Essa não será uma eleição de primeiro turno, será uma eleição de dois turnos. Então essa mesma aliança que possa fazer um entendimento entre os seus partidos que cada um vai ter a candidatura e o que tiver a melhor condição ou que for para o segundo turno os outros podem apoiar”

Gestão Luizianne
Questionado se estaria satisfeito com a gestão da prefeita Luizianne Lins, Eunício surpreendeu. “Eu quero dizer com muita franqueza, tenho muito respeito pela prefeita Luizianne, o meu partido inclusive ocupa uma posição dentro da administração dela, mas a administração precisa melhorar, muito. Muito.”

“O melhor prefeito da história de Fortaleza”
Eunício discordou da declaração da prefeita Luizianne Lins, em entrevista no dia 1º de abril, de que “nenhum” governo teria feito mais obras do que o dela, nos últimos 30 anos.

“Eu acho que o que a gente fala, muitas vezes, representa o sentimento da gente mas não representa o sentimento da sociedade. A minha convicção é outra. O prefeito Juraci (Magalhães), que, repito, tive muitas divergências políticas e pessoais com ele, mas no meu entendimento foi o melhor gestor que passou por Fortaleza”, disse o senador ao citar  quem seria “o melhor prefeito da história de Fortaleza” e após destacar ainda as administrações de “grandes prefeitos” como Ciro Gomes e Antonio Cambraia.

Sem Julgamento
O peemedebista deixou claro que não pretende fazer um “julgamento do que fez e o que deixou de fazer a prefeita Luizianne”, mas diante da larga aliança de apoio tanto no município, quanto em níveis estadual e federal, Luizianne poderia ter apresentado grandes realizações.

“Só posso julgar o madato da Luizianne quando tiver no final. Acho que ela tem tempo para recuperar aquilo que não foi feito. Mas se você me perguntar ‘você acha que podia ter sido feito muito mais?’ Eu vou responder: sim”

Eunício Candidato
Sobre possíveis candidaturas à prefeitura e ao governo do Estado, o peemebista disse que não está nos planos e citou Magalhães Pinto para explicar que “a nuvem muda” e que a decisão de hoje pode variar diante de novas circunstâncias.  “Eu nunca vou dizer dessa água não beberei.” “Mas não tenho nenhuma pretensão, nesse momento, de dizer aqui pra você que sou candidato a prefeito ou que sou candidato a governador”.

No entanto, o senador disse que é “natural” pensar em governar o Estado “um dia” para fazer um trabalho que ajude a população cearense, sobretudo, a mais humilde. “Deus me deu a oportunidade de entrar na política com a posição pessoal, familiar, econômica definida, então eu faço a política por amor a causa, por amor a política, por gostar de fazer política. Não faço política por hobby, nem faço política pra defender qualquer tipo de interesse pessoal”.

Acompanhe alguns trechos da entrevista disponíveis em áudio:

Para ouvir, clique aqui.

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