Ceará

Justiça cearense condena ex-prefeito e ex-secretários de Poranga

Justiça cearense condena ex-prefeito e ex-secretários de Poranga
Justiça cearense condena ex-prefeito e ex-secretários de Poranga

O juiz Francisco Marcello Alves Nobre condenou o ex-prefeito de Poranga Aderson José Pinho Magalhães e cinco ex-secretários do Município por atos de improbidade administrativa.

A sentença, proferida na última quinta-feira (10), atende a um pedido feito pelo Ministério Público, que havia ajuizado uma ação civil pública contra eles em 2011, através do promotor de Justiça Osvando Filho. As acusações vão desde fraudes em licitações a desvio de cheques.

Contas
Segundo inspeção feita pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), o ex-prefeito deixou de prestar contas à Câmara Municipal por vários anos, além de ter deixado de fazer licitação para a aquisição de diversas despesas que somavam R$ 274 mil. Ele foi condenado a ressarcir o valor aos cofres públicos, além de ter os direitos políticos suspensos por oito anos e de ter que pagar uma multa civil de R$ 800 mil.

Secretários
Além dele, a Justiça condenou os ex-secretários de Administração e Finanças João Fernandes da Silva Neto, Jonas Correia da Silva e Yuri Leonardo de Souza; a ex-secretária de Educação Maria Adenir Carreiro de Melo; e o ex-secretário de Obras Antônio Euclides Bonfim Araújo.

Punição
Pela decisão, eles passam a ter os direitos políticos suspensos, ficam proibidos de contratar com o poder público por um prazo de cinco anos e perdem a função pública, caso exerçam. Além disso, cada um deles deverá pagar uma multa civil. Os valores variam de R$ 10 mil a R$ 200 mil.

Devolução de dinheiro
Além das multas, o ex-prefeito e os três ex-secretários de Administração deverão ressarcir os cofres públicos em R$ 43 mil pelo desvio de cheques nominativos da Prefeitura.

O juiz também determinou: que Aderson José Pinho Magalhães e Maria Adenir Carreiro de Melo devolvam R$ 2.430 por terem sido responsáveis por fraude em locação de veículos; e que o ex-prefeito, o ex-secretário de Obras e o ex-secretário Yuri Leonardo de Souza paguem juntos a quantia de R$ 11.200 por terem feito pagamento sem o respectivo trabalho (contratação de funcionária fantasma).

Com informações do MPE


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