Fortaleza

Larissa Gaspar cobra políticas habitacionais para Fortaleza

Larissa Gaspar cobra políticas habitacionais para Fortaleza. Foto: CMFor

A vereadora Larissa Gaspar (PPL) vem cobrando mais políticas habitacionais para pessoas em situação irregular, em Fortaleza. De acordo com a parlamentar, é preciso pensar em alternativas para a política de moradia.

Em pronunciamento, na última quinta-feira (04), no plenário da Câmara Municipal, Larissa reconheceu que o prefeito Roberto Cláudio vem realizando diversas ações na área da política de moradia e habitação, mas que mesmo assim a realidade para diversas famílias é a de moradia irregular.

Ela ressaltou que no Brasil existem mais de seis milhões de famílias sem acesso à moradia e que no país há mais de sete milhões de imóveis desocupados, sem cumprir a função social. “Não seria necessário nem investir em conjuntos habitacionais se houvesse desapropriação desses imóveis. A propriedade tem que cumprir sua função social, destinado para a moradia, e não no ócio enquanto milhões de família estão sem teto”, lamentou.

Visitas
Em seguida, a parlamentar ressaltou que vem realizando diversas visitas em ocupações da cidade. Ela ressaltou, por exemplo, a Comunidade da Paz, com mais de 25 famílias ocupando o espaço público há mais de 50 anos, e que agora receberam ordem de despejo. “Eles construíram casas de alvenaria e agora receberam ordem de despejo. Para onde vão todas as mulheres, crianças, gestantes e idosos que estão lá? Qual é a alternativa que se apresenta a elas? Eles transformaram um lugar que era lixo, fizeram a limpeza, conseguiram luz e agora vão ser retirados de lá. O aluguel social não dá conta de acolher as famílias”, comentou.

Precário
A parlamentar destacou outra ocupação situada no Conjunto Ceará com cerca de 50 famílias que se encontram em condições de precariedade. “Quais são as alternativas para que essas pessoas saiam da condição de precariedade e possam ter um espaço digno para viver com suas famílias? Precisamos discutir essas questões quando debatermos sobre a Lei de Uso e Ocupação de Solo e a Lei Orgânica. O município já apresentou avanços nessa área, mas a questão é que ainda não é o suficiente. Existem no total 28 ocupações no município, cerca de três mil famílias sem moradia”, ressaltou.


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