Ceará

Lideranças cearenses falam de desvios na Petrobras

Lideranças cearenses falam de desvios na Petrobras. Foto: Agência Senado
Lideranças cearenses falam de desvios na Petrobras. Foto: Agência Senado

A Operação Lava Jato, deflagrada em março deste ano e que já chega à sua sétima fase, com a prisão de 23 pessoas, dentre as quais presidentes de empreiteiras e do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, envolvidos, segundo a Polícia Federal (PF), em um grande esquema de lavagem e desvio de dinheiro envolvendo a estatal, virou assunto de rodas no universo político e também nas ruas. O assunto corre nos bastidores da política de todo o Brasil, e o sentimento é um só: Que os culpados sejam punidos e que sejam devolvidos os recursos desviados.

Sobre o caso, o presidente estadual do PT, De Assis Diniz, declarou que a presidente Dilma está correta, em cobrar pelas investigações, diferente de governos passados, onde segundo ele, as estruturas [políticas] eram para incumbir e proteger a corrupção. “Nós temos que investigar e colocar na cadeia”, disse, salientando que, “cargo político não é para ser instrumento de coisa mal feita. Pelo contrário, a presidente Dilma está correta, doa a quem doer, tem que apurar e colocar na cadeia” frisou.

Papel legal
O senador Inácio Arruda (PCdoB) ponderou que tanto o Ministério Público Federal (MPF) como a Controladoria Geral da União (CGU), estão buscando cumprir o seu papel legal que é investigar qualquer tipo de denúncias e indícios de irregularidades. Inácio afirmou que o que cabe à presidenta é dar todo o apoio as instituições que têm responsabilidade de apurar qualquer tipo de denúncia de corrupção e cobrar o ressarcimento do erário. “É a forma correta de agir, uma presidente da República que tem grandes responsabilidade com o País”, afirmou.

O senador salientou ainda que a oposição pode estar se aproveitando da investigação para fazer campanha contra a presidente. “A oposição se aproveita de todo e qualquer episódio dessa ordem”, salientou.

Oposição
Já o deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB) afirmou que a cobrança pela instalação e finalização dos inquéritos não é apenas cobrança da oposição, mas um sentimento de toda a sociedade. “Que, efetivamente, os culpados sejam penalizados, não somente com a questão da devolução de recursos”, disse. O parlamentar cobra ainda que, na nova legislatura de 2015, não haja obstrução por parte do governo, em instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

Na mesma linha, também defende o deputado estadual Fernando Hugo (SD). Segundo pontuou, gostaria que Dilma começasse logo, liderando sua bancada de deputados e senadores para que propicie a instalação da CPI. De acordo com ele, a bancada de sustentação não tem permitido implantação da investigação. “A CPI tem de apurar, detalhadamente, os fatos que envolvam os políticos e que envolvem os personagens mais importantes da referida Operação Lava Jato. Como o senhor Renato Duque, que foi proibido pelos seus de comparecer à CPI”, pontuou.

Nas ruas
Assim, como os parlamentares entrevistados pela reportagemo, nas ruas, o sentimento é unânime, no sentido de que as investigações sejam aprofundadas e, independente dos envolvidos, que eles sejam punidos pelos crimes praticados. É o que opina a diretora do Sindicato dos Cabeleireiros de Fortaleza, Lívia Cavalcante, 27 anos. “Que os culpados sejam julgados, independente de quem seja”, reafirma.

Já o músico, Rubens Tadeu, 30 anos, afirma que há uma grande cultura no País, com relação à corrupção. “Enquanto não lutarmos para que essa cultura seja banida de nossos costumes, sempre teremos casos assim. Poderia estar falando de partido a ou b, mas, se formos a fundo, vários partidos estão metidos nessa roubalheira, por consequência, várias pessoas”, disse, salientando que o Brasil não pode desistir de lutar por mudanças na política.

Com informações do OE


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