Bastidores

Lopes e Guimarães criticam intervenção no Rio de Janeiro

Chico Lopes diz que intervenção é “cortina de fumaça” para propostas de Temer

Ao comentar sobre a intervenção anunciada pelo Governo Federal no Rio de Janeiro, o deputado federal Chico Lopes (PCdoB) avalia que ela “precisa ser vista com cuidado e não pode servir de cortina de fumaça para esconder os cortes de investimentos federais no setor, e a nova tentativa de aprovar a Reforma da Previdência”. “Vejo com preocupação e apreensão esse decreto”, resume.

O deputado ressalta o que avalia como “contradição do governo ao impor congelamento de 20 anos nos investimentos em segurança pública, mas recorre agora a uma intervenção militar”. “Além de inteligência, falta maior investimento na segurança pública. O governo corta recursos para a área de um lado e anuncia intervenção militar de outro”, enfatiza Chico Lopes.

“Essa medida é uma cortina de fumaça, não para resolver o problema, mas para tentar esconder a omissão do governo e os cortes de recursos para a segurança, assim como foi feito para saúde, educação, infraestrutura, direitos sociais dos mais básicos. O Rio precisa é de mais investimentos, do Estado realmente presente assegurando a vida e os direitos das pessoas, e a política de Temer é contrária a isso”, acrescenta o deputado cearense.

Guimarães
Representando os partidos de oposição, ao lado do senador Humberto Costa (PT-PE), o deputado federal cearense, José Guimarães (PT), participou, ontem, da reunião dos conselhos da República e de Defesa Nacional, no Palácio do Planalto. A maioria aprovou a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro e apenas os líderes da oposição na Câmara e no Senado, que integram o Conselho da República, se abstiveram de votar. Para Guimarães, o decreto “foi um tiro no escuro” que poderá resultar em consequência para a sociedade e para as Forças Armadas.

Guimarães, que é líder da minoria na Câmara Federal, reclamou da ausência de informações, afirmando que “não foi feito nenhum balanço” e que os questionamentos apresentados não foram respondidos. “Essa decisão de intervenção não teve qualquer planejamento. Foi uma medida atabalhoada (…) Só falou o presidente [Michel Temer] e nós só fomos chamados para legitimar a decisão que já estava tomada”, disparou o petista durante entrevista logo após o encontro.

Com informações do OE


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