Bastidores

Lula diz que motivações do impeachment são ódio e preconceito

Para Lula, a continuidade de Dilma no poder é fundamental para evitar retrocessos sociais. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Para Lula, a continuidade de Dilma no poder é fundamental para evitar retrocessos sociais. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

O ex-presidente Luiz Inácio da Silva disse, nesta segunda-feira (07), que a motivação por trás do pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff é ódio. “O impeachment faz parte um processo democrático, mas o impeachment tem que ter uma razão, uma motivação. No caso da Dilma, não tem nenhuma motivação, nem razão a não ser ódio, a não ser preconceito”, ressaltou em discurso, ao participar de um encontro de articulação de movimentos sociais e centrais sindicais contra o impedimento.

O processo começou a tramitar na semana passada, quando o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha acolheu o pedido elaborado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal.

Retrocessos
Lula disse que a continuidade de Dilma no poder é fundamental para evitar retrocessos sociais no Brasil. “Para a gente reconstruir o direito de brigar outra vez, a gente não pode permitir que haja um golpe de Estado, via impeachment no Congresso Nacional. Porque não tem base jurídica, como não tem base política”, enfatizou.

O ex-presidente acusou os partidos de oposição, derrotados na eleição de 2014, de boicotarem o Governo Federal no Congresso, impedindo a adoção de medidas necessárias para a recuperação econômica. “A oposição é que não desmontou o palanque, não desmontou o carro de som. Faz todo o esforço para evitar que a companheira Dilma governe este País. Faz todo o esforço para evitar que as coisas aconteçam nesse país”, disse.

Contra o PT
Para Lula, o movimento pelo impeachment é, na verdade, uma luta contra o projeto político implementado pelo PT nos últimos anos: “Eles querem tirar a Dilma, porque sabem que enquanto ela estiver lá, os pobres vão continuar tendo direito a universidade, as cotas vão ser defendidas e o Minha Casa, Minha Vida vai continuar”.

De olho
Na opinião do ex-presidente, o governo deve monitorar de perto as movimentações dos parlamentares. “É importante que a gente não abra mão de fiscalizar e saber construir a maioria absoluta que nós precisamos ter dentro do Congresso Nacional, para evitarmos ser pegos de surpresa em uma votação qualquer”, disse.

Imprensa
Os meios de comunicação também precisam, na opinião de Lula, serem monitorados pela sociedade civil. “Porque a imprensa pode ter um papel extraordinário de ajudar a informar corretamente a sociedade brasileira. O que seria muito bom. Ou ela pode fazer uma opção de ter uma pendência para esse ou aquele lado. Se ela tiver que fazer essa opção, que ela faça para o lado decente da política brasileira, o lado justo e do respeito à democracia e ao Estado de Direito”.

Com informações da EBC


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