Em Brasília

Mais um ministro deverá prestar explicações a Dilma

Ministro Fernando Pimentel foi chamado a dar explicação para a presidente Dilma Rousseff

No mesmo dia em que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), não resistiu as denúncias e pediu demissão, a presidente Dilma Rousseff (PT) precisou agir para tentar evitar que a crise chegue também ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Dilma ordenou no domingo (04) que o ministro Fernando Pimentel voltasse a Brasília e detalhasse sua atuação como consultor entre 2009 e 2010. A informação é do Estadão.com

Reportagem publicada no domingo (04) pelo jornal O Globo sugere tráfico de influência em licitações da prefeitura de Belo Horizonte e a não prestação de serviços pagos pela Federação das Indústrias do Estado de Minas (Fiemg). Segundo a reportagem, dirigentes da entidade disseram desconhecer o trabalho realizado pelo ministro.

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No gabinete
A pedido da presidente Dilma, Pimentel compareceu a seu gabinete para informar sobre o trabalho da sua empresa, a P-21 Consultoria, e os contratos assinados nos últimos dois anos, período em que ficou afastado de cargos públicos. Pimentel deixou a prefeitura de BH no final de 2008 e assumiu o MDIC no início deste ano, com a eleição de Dilma.

“A presidente Dilma pediu que eu agisse com transparência e normalidade porque eu não tenho nada a esconder”, disse o ministro. “Não feri nenhum preceito ético ou moral. Estou perplexo com tamanho espaço para um assunto privado”, acrescentou Pimentel.

E ainda
O ministro afirmou que nos dois anos em que a consultoria funcionou prestou serviço a três empresas. Os contratos, juntos, somaram cerca de R$ 1,9 milhão. Pimentel garante que a sua atuação foi apenas na área privada. “Eu conheço todas as empresas de Minas Gerais. Esta é a vantagem de eu ter ficado 16 anos na prefeitura de Belo Horizonte”, argumentou. Antes de ser prefeito, Pimentel ocupou cargos de primeiro escalão na prefeitura. Ele mostrou documento, assinado em 10 de dezembro de 2010, no qual se afasta da administração da consultoria.

O ministro argumenta também que os rendimentos recebidos no período são compatíveis com cargo de executivo no País. Segundo ele, após o pagamento de tributos e custos da empresa, recebeu em torno de R$ 1,2 milhão em 24 meses. “Isso dá cerca de R$ 50 mil por mês. É uma remuneração compatível com o mercado de executivos”, disse.

Com informações do Estadão.com