Protesto

Manifestantes pedem a saída de Temer

São Paulo -Manifestantes pedem novas eleições durante ato na Avenida Paulista. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
São Paulo -Manifestantes pedem novas eleições durante ato na Avenida Paulista. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Milhares de pessoas se reuniram na Avenida Paulista, uma das principais de São Paulo, no domingo (04), para realizar uma manifestação contra o novo governo de Michel Temer e o impeachment de Dilma Rousseff. O protesto começou a andar no sentido Consolação, por volta das 17h30, seguindo pela Avenida Rebouças até o Largo da Batata, em Pinheiros, Zona Oeste.

Com faixas e placas onde estavam escrito “Fora Temer” e “Diretas já”, os manifestantes ocuparam as duas faixas da via em frente ao Masp. O ato foi chamado pelas frentes Povo sem medo e Brasil Popular, compostas por movimentos como o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e CMP (Central de Movimentos Populares). “Ontem (anteontem) o presidente golpista do Brasil disse que a nossa manifestação teria 40 pessoas. Aqui estão as 40 pessoas, já somos quase cem mil na Avenida Paulista”, discursou Guilherme Boulos, do MTST.

Hora
Previsto anteriormente para as 14 horas, o protesto teve o horário de início atrasado para as 16h30, depois de um acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública, para não entrar em conflito com o evento de passagem da tocha paraolímpica, que ocorreu por volta das 13 horas.

Apoio
Entre as figuras políticas que compareceram estiveram o ex-senador Eduardo Suplicy (PT) e a deputada federal Luiza Erundina (Psol), candidata a prefeita de São Paulo. “Vim juntar a minha voz àquelas que estão lutando por democracia”, afirmou a cartunista Laerte Coutinho. Ela disse esperar que, ao contrário das manifestações anteriores, não houvesse confronto com a polícia. “Mas a violência contra as manifestações pela democracia não tem nada a ver com black blocs ou vandalismo, é programada”, denunciou.

Segurança
Policiais do batalhão de choque ficaram posicionados dos dois lados da avenida e foram hostilizados pelos manifestantes, ao passarem pelo ato. Algumas pessoas atiraram objetos, como latas de cerveja, nos policiais. No fim da tarde, na esquina das avenidas Paulista e Rebouças, havia 11 policiais militares, além de uma viatura e oito motos da PM. Eles informaram que já há estrutura montada para que o protesto desça a Rebouças.

“Vocês podem ter certeza que, da nossa parte, não surgirá nenhum pretexto para repressão policial”, disse Boulos. “Queremos Diretas já! É lamentável 30 anos depois o povo ter de voltar à rua pelo mesmo motivo”.

100 mil
Os organizadores do movimento esperavam cerca de 50 mil manifestantes, mas estimaram em mais de 100 mil, o total de pessoas que participaram da passeata. Também houve manifestações contra Temer em outras capitais.

Com informações da Folha


Curtir: